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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

95 pessoas já foram presas por tráfico de drogas desde o início de 2021 no Maranhão

Ainda nos primeiros meses deste ano, foram apreendidos 48 quilos de entorpecentes, avaliados em torno de R$ 300 mil.

Prisões e apreensões da Senarc contam com a colaboração dos cães farejadores Viny e Baruk (Foto: Divulgação)

De janeiro deste ano até a última terça-feira (20), equipes da Polícia Civil, por meio da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), prenderam 95 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas no Maranhão. O número ultrapassa os 70% do mesmo período, em 2020, quando foram registradas 38 prisões.

Em menos de um mês, conforme o órgão, durante deflagrações da operação “Parasitas”, 20 integrantes de uma organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas foram retirados de circulação.

Em São Luís, um dos líderes foi capturado em uma residência de alto padrão no bairro do Araçagi; na cidade de Alto Alegre do Maranhão, Francisco das Chagas Leite, apontado como principal distribuidor de drogas no estado,também foi um dos localizados.

“Tivemos um aumento substancial das prisões, porque estamos trabalhando no desbaratamento desses grupos criminosos que, embora não sejam pegos com um grande volume de drogas, movimentam a entrada e saída das substâncias no estado, e possuem maior poder econômico. As investigações estão concentradas nesse sentindo, mas, claro, sem deixar as demais situações sem resposta”, destacou o superintendente da Senarc, delegado Breno Galdino em entrevista ao Jornal Pequeno.

Os municípios que integram a Grande Ilha somam mais de 50% dos locais nos quais tiveram pessoas presas em 2021. Entretanto, o superintendente ressaltou o desenvolvimento e um foco especial às operações coordenadas no interior, devido às atividades de facções criminosas e pelas rotas utilizadas para o tráfico.

“Abrimos um departamento em Caxias ano passado, e temos os de Timon e Imperatriz. Isso conta muito para dinamizar as ações no interior. São áreas que precisam de atenção e que se encaixam na rota de distribuição”, explicou.

Nesses primeiros meses, além das prisões, 48 quilos de entorpecentes foram apreendidos. Destes, 38 deles foi de maconha, seguidos de 9 quilos de cocaína e um de crack, que estão avaliados em torno de R$ 300 mil. 17 armas foram encontradas durante as ações e 36 mandados de buscas e apreensões realizados no estado.

DENÚNCIAS DA POPULAÇÃO

Um grande aliado no trabalho da Senarc são as denúncias realizadas pela população. Por meio do aplicativo de mensagem da superintendência (98 99163 4899), ligações e até cartas, os policiais acabam alertados sobre locais onde funcionam “bocas de fumo” e da intensa movimentação ligadas ao tráfico de drogas.

Os flagrantes e cumprimentos de mandadas feitos pela superintendência, quase que toda semana, principalmente em bairros da capital, são, também, frutos de investigações realizadas a partir da ajuda de moradores.

“Têm sido bastante exitosas as atividades com base nas denúncias que a população faz. São pessoas que querem tranquilidades nas suas ruas e bairros, e agem apoiando a polícia. Fazemos os levantamentos e atestamos a veracidade antes de agir”, pontuou Galdino, ressaltando o anonimato das identidades de quem repassa as informações.

CÃES FAREJADORES

Desde que começaram a integrar a equipe da Senarc, os cães farejadores(K9) Viny e Baruk garantiram muito mais agilidade para o trabalho policial. Ainda neste ano, mais dois chegam à unidade, visando fortalecer as ações em campo. A previsão é que o primeiro esteja no estado até o final de abril. Ambos foram adquiridos em parceira com empresas.

Os auxílios dos cães, que hoje já possuem um canil próprio na sede da Senarc, no Bairro de Fátima, conforme o delegado, são sinônimos de ganho de tempo e precisão nas abordagens. Eles são treinados para fazer a detecção de drogas em ambientes mais complicados, e até embaixo d’água, por exemplo, um deles já achou.

Recentemente, em Pinheiro, o K9 Baruk encontrou cinco quilos de maconha dentro da mochila de uma mulher. A droga, que saiu de Santa Inês, seria vendida na cidade e foi interceptada.

Armas de fogo também são localizadas pelos cães, que já chegam treinados ao departamento e também são utilizados em atividades com outros órgãos, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os Correios.

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