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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Advogada é presa por pegar benefício de criança com paralisia cerebral

Desde 2018 a advogada se apropriava indevidamente do dinheiro da criança, segundo inquérito policial

Foto: Reprodução

Uma advogada, identificada como Maira Moura Soares, de 44 anos, foi presa nessa terça-feira (27), no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no município de Confresa (MT), por “apropriação indébita majorada” contra uma cliente. Ela ficava com o benefício assistencial recebido por uma criança que tem paralisia cerebral.

O processo transitou em julgado, quando não cabe mais recurso, com sentença definitiva, em setembro de 2018. Desde então, a mãe da criança vinha tentando obter informações sobre a ação com a advogada, inclusive sobre os valores a serem recebidos, mas a profissional sempre se “esquivava”, a ponto de ignorar as mensagens recebidas e não dava nenhuma satisfação para a cliente.

A mãe da criança então procurou o Fórum de Barra do Bugres e descobriu que a advogada já teria resgatado todo o valor da causa em 23 de novembro de 2018, ou seja, dois meses depois de ganharem a ação. Inconformada com a falta de ética e profissionalismo da advogada, a mãe da criança procurou a Polícia Civil.

Um mandado de prisão foi expedido pela comarca de Barra do Bugres (a 168 km de Cuiabá) em 22 de abril.

Conforme informações do boletim de ocorrência, a mulher está presa na unidade da Polícia Militar de Confresa, aguardando a decisão judicial, “tendo em vista ser o único local que apresenta condições análoga à sala de Estado Maior”, diz trecho do Boletim de Ocorrência.

Voz de prisão
Consta no documento que a advogada foi localizada no Cras, onde recebeu voz de prisão. A ação contou com a presença de três advogados de prerrogativas da OAB.

Por meio de nota, a OAB-MT afirmou que não havia sido formalmente informada sobre o caso, tendo tomado conhecimento apenas pela imprensa.

“A OAB-MT atuará para que as prerrogativas da advogada sejam preservadas.Além disso, verificada infração ética por parte da profissional, a OAB-MT, por meio de seu Tribunal de Ética e Disciplina (TED), instaurará o devido processo disciplinar”, afirma.

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