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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Suspeito de matar drag queen em São Luís é preso na cidade de São Paulo

O crime aconteceu no mês de julho, do ano passado, e a vítima foi enterrada em uma cova rasa.

Paula Ferraz foi morta a tiros e enterrada em uma cova rasa, na Vila Isabel Cafeteira, em julho de 2020 (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nessa quarta-feira (19), o suspeito pela morte do jovem Pedro Antônio Oliveira dos Santos, uma drag queen de nome social Paula Ferraz, de 27 anos. O crime ocorreu em uma área conhecida como Sítio dos Basílios, no bairro da Vila Isabel Cafeteira – região da Cohab, em São Luís, no dia de 16 de julho do ano passado.

O indivíduo, que não teve o nome divulgado, foi capturado durante uma ação da polícia paulista de combate ao tráfico de drogas naquele estado. Na ocasião, os policiais identificaram que contra ele havia um mandado de prisão preventiva por homicídio no Maranhão.

O preso segue custodiado no sistema penitenciário de São Paulo e, em breve, conforme a Polícia Civil, será recambiado para a capital maranhense.

O delegado Clarismar Campos, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Polícia Civil do Maranhão, responsável pelo caso, em conversa com o Jornal Pequeno, informou que as investigações apontam para uma forte possibilidade de o crime ter sido motivado por uma dívida de droga que a vítima possuía.

Para não atrapalhar o andamento da apuração policial, o delegado não revelou se existem mais pessoas envolvidas no homicídio de Paula.

O CRIME

A drag queen Paula Ferraz, de 27 anos, foi encontrada morta no dia 18 de julho de 2020, em uma cova rasa, no Sítio dos Basílios, na Vila Isabel Cafeteira. O homicídio, conforme a polícia, teria ocorrido dois dias antes.

Em depoimento, alguns parentes disseram que a vítima teria sido vista pela última vez no dia 15 de julho, quando saiu na companhia de uma mulher, conhecida como “Índia”.

O corpo dela só foi localizado após sua mãe receber vídeos e áudios dos supostos suspeitos, identificado apenas como “GG” e “Claudinho”, que relatavam sobre a morte de Paula e o local no qual a mesma estaria enterrada. Policias também acharam o chinelo e a bolsa da vítima, executada com disparos de arma de fogo.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi identificado ainda na mesma semana de ocorrência do crime, mas conseguiu fugir. O irmão dele chegou a ser preso no Terminal da Praia Grande, em São Luís, por participação no caso, mas, ao que tudo indica, ele não estaria envolvido no assassinato. Entretanto, o homem tinha contra ele dois mandados de prisão por homicídio e latrocínio, cometidos em São Paulo e Penalva, respectivamente.

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