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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mais uma matança de animais é registrada na Praça dos Gatos em São Luís

Entre segunda e terça-feira, ao menos nove felinos foram achados mortos no local, que fica às margens da Avenida Vitorino Freire.

No último dia 15 de junho, a reportagem do Jornal Pequeno flagrou animais mortos na “Praça dos Gatos” (Foto: Gilson Ferreira)

Quase todos os anos, a contar de 2014, são registradas matanças de animais no espaço conhecido como “Praça dos Gatos”, localizado às margens da Avenida Vitorino Freire e do Lago Bacanga, na região central de São Luís. Naquele ano, 45 felinos foram assassinados. Já no mês de novembro de 2016, mais de 30 “bichanos” acabaram mortos, após terem sido atacados por cães.

Essas ocorrências têm deixado em alerta os ativistas da causa animal, que atuam na capital; e, principalmente, os cuidadores que tomam conta da “praça”. O endereço abriga felinos de rua, e também que são abandonados por seus donos.

Nesta semana, entre segunda (14) e essa terça-feira (15), mais uma matança deixou em choque os cuidadores dos animais que vivem na “Praça dos Gatos”. Por lá, nove felinos foram encontrados mortos, todos com sinais de espancamento.

De acordo com o empresário José Nogueira, que é membro do grupo “Praça dos Gatos”, há duas suspeitas para os assassinatos dos felinos: uma seria um grupo de cachorros que sai da Área Itaqui-Bacanga para a Vitorino Freire, a fim de atacar os gatos; outra, seria a ação de dependentes químicos e moradores de rua, que circulam pela região, e atacam os animais.

Nogueira informou que já viu gatos degolados, esfaqueados, com traços de pauladas e alguns dilacerados.

O grupo “Praça dos Gatos” existe há cinco anos, no aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. Durante este período, segundo José Nogueira, já teriam sido mortos 320 gatos.

Nogueira, que costuma ir todos os dias à “praça”, lembrou também que em 2014 foram assassinados 45 felinos. Em maio de 2020, pelo menos seis gatos foram encontrados mortos, com sinais de envenenamento no Sítio dos Gatos, que fica ao lado da praça.

No mês de novembro do mesmo ano, mais de 30 “bichanos” acabaram assassinados, durante um ataque de cães. Nogueira informou que, há algum tempo, foram instaladas câmeras de vigilância na tentativa de flagrar as pessoas que abandonam os gatos ou que cometem atos de maus-tratos aos animais já existentes na “praça”.

“Mas, lamentavelmente, os suspeitos perceberam a presença de câmeras e os equipamentos foram quebrados, numa atitude de vandalismo”, disse.

O empresário informou que há 59 participantes no grupo de WhatsApp “Praça dos Gatos”. São pessoas que colaboram com remédios, alimentação, e castrações dos bichos.

“POLICIAMENTO É A SOLUÇÃO”

José Nogueira declarou que a presença de policiais na “Praça dos Gatos” seria a melhor solução em prol da segurança dos felinos. “Precisamos acabar com a matança dos gatos. Mesmo que sejam cachorros, houve, sim, situações realizadas por seres humanos. Com a polícia aqui, os habitantes de quatro patas deste local estariam mais seguros”, frisou Nogueira.

O empresário informou que está prevista para acontecer, no dia 28 deste mês, uma reunião entre os membros do grupo “Praça dos Gatos” e o titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Jefferson Portela. O encontro acontecerá na sede da SSP, localizada no bairro do Outeiro da Cruz.

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