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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Desembargador esquece microfone ligado e fala “carinha de filha da puta”

O caso ocorreu em julho de 2020, durante julgamento da 3ª câmara do Tribunal Regional do Trabalho

Foto: Reprodução

Um desembargador de Santa Catarina vai ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). José Manzi esqueceu que o microfone estava ligado durante uma sessão virtual de julgamentos e falou “isso, faz essa carinha de filha da puta”. Logo em seguida, ao perceber o que tinha feito, o magistrado leva a mão à boca.

O caso ocorreu em julho de 2020, durante julgamento da 3ª câmara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 12ª região. Quem falava no momento era a relatora do processo, desembargadora Quézia Gonzalez.

Por unanimidade, os conselheiros acompanharam o entendimento da relatora Maria Thereza de Assis Moura, que julgou procedente a reclamação disciplinar para propor a abertura de PAD.

À época o desembargador afirmou que as sessões chegam a durar 6 horas, e que é inevitável que responda algumas mensagens no WhatsApp, principalmente durante a leitura do voto do relator, posto que a íntegra já é conhecida por ele anteriormente. Assim, afirmou que não se dirigiu a qualquer dos participantes da sessão de julgamento em seus dizeres.

“Não sou hipócrita a ponto de afirmar que, mesmo em minha vida privada, não use, vez ou outra, alguma palavra pouco recomendada, mas é pelo mesmo motivo que não atiçarei fogo a um debate inútil que sequer seria cogitado, há poucos anos atrás, quando a sociedade se preocupava mais com a moral, do que com o moralismo.”

Ele destaca que é preciso se acostumar com os novos tempos e novas tecnologias, que “diminuem não só o nosso direito de estar-só, como até os deveres que nos eram impostos nessas ocasiões”, destacando que, no momento, estava sozinho em sua sala.

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