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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Moradores reclamam de falta d’água em bairro de São Luís

Populares afirmam que o problema persiste há quase dois anos.

Moradores do Ipase de Baixo armazenam água em baldes e bacias, para que o líquido não desapareça de vez das suas casas (Foto: Gilson Ferreira)

SÃO LUÍS – Moradores do bairro Ipase de Baixo se dizem insatisfeitos e reclamam da vazão da água em suas residências, que costuma ficar ‘fraca’ nas primeiras horas do dia e chega a acabar por completo antes do fim da manhã.

João Carlos Costa da Silva, que mora no Ipase de Baixo há pelo menos 36 anos, na Rua Luís Gama, disse que o problema persiste há quase dois anos. Ele afirmou que já procurou a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) por diversas vezes, chegando a mobilizar um abaixo-assinado entre os moradores, com pedido de providências ao órgão. O documento é do dia 4 de agosto de 2021.

De acordo com João Carlos Costa, quando tem água, é bem fraca. Segundo ele, os moradores precisam encher as caixas de armazenamento com muita dificuldade, já que a pressão da água não é suficiente para que ela alcance as torneiras.

Para driblar a falta d’água, o morador disse que tem recorrido a baldes para acumular água e utilizá-la durante o dia.

“A pouca água que chega nas torneiras precisamos armazená-las em baldes, caixas d’água e bacias, para posteriormente retirar o líquido desses depósitos, quando se é preciso lavar louças e roupas, e tomar banho. Nos últimos tempos, não tomamos mais banho com água caindo do chuveiro, e não lavamos louças com água saindo da torneira, devido não ter água”, informou João Carlos.

PEREGRINAÇÃO NA CEAMA

João Carlos Costa, como um morador atuante pelas causas em prol do bairro, disse ao Jornal Pequeno que tomou frente na tentativa de resolver a situação junto à Caema, chegando a providenciar um abaixo-assinado de moradores do Ipase de Baixo, e a ir por diversas ao órgão, sempre na esperança de que o problema fosse solucionado.

“Nas idas à Caema, costumo ser direcionado para o escritório de área do órgão, localizado no bairro do Cohafuma. Mas, o problema nunca foi resolvido”, destacou João.

O morador informou que, algum tempo atrás, foi feita uma inspeção da Caema na sua residência, assim como no imóvel de seu vizinho, Orlando Luís Leite Rocha. “Quem fez a inspeção, ‘resolveu confessar’ que o problema está em função da falta de uma peça na estrutura de manobra (localizada no bairro do Maranhão Novo) do sistema de abastecimento de toda a região do Ipase de Baixo. Enquanto não houver a reposição desta peça, a situação da água que chega de forma fraca nas casas não será solucionada”, disse João Carlos.

O morador Orlando Luís informou que, há aproximadamente um ano, a Caema realizou o serviço de desentupimento de seus canos. Orlando também disse que um funcionário da Companhia, identificado apenas como Railson, teria dito aos moradores da Rua Luís Gama que o problema de a água chegar fraca nos imóveis seria porque a tubulação estava cheia de pedras.

“Tiraram as pedras, o serviço de água melhorou, mas depois de quatro meses piorou”, disse Orlando.

João e Orlando disseram que, no último domingo (2), estavam marcados trabalhos da Caema, nas imediações do Ipase de Baixo para que melhorasse o abastecimento de água na região. “Os serviços não foram feitos. Estamos tentando contato com o funcionário da Caema, o Railson, mas ele não atende às ligações telefônicas e não responde às mensagens”, destacou Orlando.

TOMANDO BANHO NO BALDE

“Como vocês do Jornal Pequeno (se referindo à presença da equipe de reportagem em sua casa) podem ver, é com este balde com água no meu banheiro que tomo banho. Eu e minha família estamos o tempo todo levando água em baldes para a cozinha, área de limpeza e para o banheiro. Eu tenho duas caixas d’água, no telhado da minha residência, e elas estão vazias, pois a água, quando chega, não tem força para subir”, frisou Orlando.

CONTAS CONTINUAM VINDO

“Eu tenho um parcelamento na Caema, pois, chateado com a má prestação do serviço, no que tange ao fornecimento da água, eu não paguei algumas contas, sendo posteriormente obrigado a quitá-las, fazendo um acordo de parcelamento com a companhia”, destacou João Carlos.

OUTRO LADO

Por meio de nota, a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) esclareceu que o fornecimento de água sofre instabilidade temporária e pontual e que está em fase de finalização os serviços de inspeção e manutenção preventiva nos Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) de São Luís.

Foi dito ainda que as dificuldades no abastecimento são registradas, em sua maioria, nas regiões alimentadas pelos sistemas onde os serviços estão sendo executados. E que, nos bairros onde as dificuldades de abastecimento encontram maior persistência, as equipes da Companhia trabalham na investigação de outras causas.

Para fornecer água nas regiões mais afetadas, a Caema informou ter reforçado o abastecimento alternativo dobrando, desde a última semana, o número de caminhões-pipa que atendem aos bairros. A empresa comunicou que o Ipase lado baixo está inserido no cronograma do abastecimento alternativo.

“As rotas são mapeadas e programadas com base nas solicitações recebidas pelos clientes através do Call Center, no 0800 -7010 -195”, finaliza a nota.

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