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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Em dia de paralisação, professores cobram reajuste de salários e debate sobre a educação pública

Em ato realizado na manhã desta quarta-feira, categoria pediu a apreciação de um aumento de 32,15%.

A categoria solicitava a instauração de uma mesa de negociação para tratar sobre a educação pública (Foto: Gilson Ferreira)

Na manhã desta quarta-feira (24), dezenas de professores da rede municipal de São Luís realizaram uma paralisação de advertência na porta do Palácio de La Ravardière, sede da Prefeitura da capital.

A presidente do Sindicato dos Professores do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação), Sheila Bordalo, ressalta sobre a necessidade do reajuste para professores, que já estão há mais de cinco anos com salários congelados. Profissionais também lutam pela instauração de uma mesa de negociação entre todos os órgãos para tratar sobre a educação pública.

“Das 261 escolas, somente 25 abriram. É um cenário muito preocupante. Já vamos para o terceiro ano de pandemia e os alunos seguem sem essa aula presencial adequada. Precisamos discutir a reforma das escolas e o retorno de forma segura, com a criação dessa mesa será mais fácil conversar”, pontuou.

Conforme Sheila, a categoria pede a apreciação de um aumento de 32,15%, visto que não houve diminuição no orçamento de pagamentos dos professores feito pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Alguns docentes presentes no protesto alertaram, ainda, sobre o assédio moral que eles têm enfrentado, principalmente durante o período de aulas remotas.

“Sem condições de trabalho, somos obrigados a complementar com nossa renda. Somos nós que temos que comprar celular, tablete e pacote de internet, para conseguir ministrar as aulas de forma remota. Isso acontece com a maioria da categoria”, destacou a professora Ana Paula Martins.

Semed diz manter diálogo

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) garantiu manter um  diálogo aberto com o Sindeducação e que, no último dia 11 de novembro, tratou de interesses da categoria durante reunião na sede do órgão.

Além disso, a Semed já havia proposto uma nova reunião com o Sindicato, que somente respondeu que paralisaria as atividades, sem demonstrar interesse no diálogo”, diz em outro trecho da nota afirmando aguardar a resposta do ofício com a data para  o próximo encontro com representantes do Sindeducação.

A Semed pontuou, ainda, que os profissionais da Educação de São Luís foram os primeiros do Nordeste a serem vacinados contra a Covid,  que  terão direito ao Auxílio Conectividade este ano, no valor de até R$ 700; e que será a única categoria do município que receberá 14° salário, cujo projeto está em apreciação na Câmara Municipal.

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