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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Veja os riscos da hipercolesterolemia familiar

A HF é genética e causa aumento nos níveis de colesterol no sangue. Mudar hábitos alimentares e praticar mais atividades físicas não melhora as taxas

Foto: Reprodução

Talvez você nunca tenha lido ou escutado falar sobre Hipercolesterolemia Familiar (HF). Mas esta é uma doença gravíssima, que atinge parcela considerável da população, podendo causar grandes riscos à saúde cardiovascular dos seus portadores.

Segundo o Estudo ELSA-Brasil, cerca de 800 mil pessoas vivem com a enfermidade no país. Menos de 1% é diagnosticado. Conforme explica o cardiologista Henrique Tria, entre 5% e 10% das mortes precoces (em pacientes abaixo de 50 anos) por doenças cardiovasculares são atribuídas ao problema.

A HF é genética e causa aumento nos níveis de colesterol no sangue. Nestes casos, mudar hábitos alimentares e praticar mais atividades físicas não melhora as taxas. É preciso manter o uso de medicamentos continuadamente, já que a doença é incurável, mas quanto mais cedo é detectada e tratada, melhor a qualidade de vida do paciente.

“Esta dislipidemia tem origem genética. A forma mais complicada é a que chamamos de homozigótica, ou seja, a que tem origem no pai e na mãe. Normalmente, este paciente não sobrevive até os 10 anos de idade. Já a configuração mais branda é a heterozigótica, em que somente um dos progenitores fornece esse gene”, explica o Diretor Médico da MedLevensohn, Dr. Alexandre Chieppe.

Na heterozigótica, o paciente até consegue viver por mais tempo, mas tem muitas complicações de saúde, principalmente no sistema cardiovascular. Muitas vezes, o tratamento medicamentoso comum não tem qualquer ação efetiva na redução dos índices de colesterol no sangue.

Enquanto a taxa máxima de colesterol no sangue recomendada pelos médicos fica entre 70 e 130 mg/dl, pacientes com HF chegam a ter mais de 210 mg/dl. De acordo com o Dr. Tria, todos os adultos com colesterol total acima de 310 mg/dl serão encaminhados para o teste genético no grupo HipercolBrasil. “Além da informação de qualidade para pacientes, a campanha visa sensibilizar a sociedade médica para garantir que eles tenham acesso ao diagnóstico precoce e, com isso, tratamento de qualidade”, diz o especialista. A HF é silenciosa e pode ser diagnosticada com investigação do histórico familiar e exame de sangue.

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