Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Polícia investiga caso de mulher que teria sido enterrada viva em Tutóia

Após ter dado à luz um bebê, a jovem foi dada como morta por um médico do Hospital Municipal Lucas Veras.

Foto: Reprodução

A Polícia Civil investiga um caso que deixou a população da cidade de Tutóia, no mínimo, assustada. Trata-se da morte da jovem Izalí Vilar, de 18 anos, moradora do povoado Porto de Areia. Ela, segundo a família, teria sido enterrada ainda viva. Após ter dado à luz um bebê, a jovem foi dada como morta por um médico do Hospital Municipal Lucas Veras.

Izalí Vilar foi velada e sepultada, mas seus familiares e algumas pessoas presentes ao velório desconfiaram de alguns sinais indicando que ela ainda estivesse viva. Diante das inúmeras suspeitas, a família da jovem decidiu desenterrá-la. Ocorre que, quando a desenterraram, segundo informações obtidas pelo Jornal Pequeno, outro médico confirmou que, na verdade, ela não estava morta.

A jovem, então, foi levada para um hospital na cidade de Paulino Neves, mas quando chegou à unidade de saúde não resistiu. De acordo com o delegado Alessandro Castro, da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), a partir de agora, serão realizados os procedimentos para apuração do caso. “Será providenciado o exame cadavérico da vítima; os familiares, testemunhas, médicos e funcionários do hospital de Tutóia começarão a ser ouvidos na semana que vem. O prontuário será mandado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Luís para saber quem se deve responsabilizar”, explicou.

Ainda segundo o delegado, a equipe deverá identificar o protocolo que foi utilizado pelos médicos do hospital onde ocorreu o atendimento para determinar se houve negligência. “Após isso, será feito um relatório final que será encaminhado à justiça”, destacou. O caso está sendo investigado pela Delegacia Regional de Barreirinhas.

ENTENDA O CASO

Tudo começou na noite de quarta-feira (22) quando, ao sentir fortes dores, Izalí Vilar foi levada ao hospital de Tutóia. No local, ela foi induzida a ter um parto normal, mesmo tendo sido planejado para realizar um parto cesárea. “Inventaram de fazer ela ter a criança de parto normal, mas ela não conseguiu. Para não perder o bebê, o médico disse que aplicou a injeção e tirou a criança antes de minha filha morrer. Ele disse que Izalí não resistiu à anestesia e teve uma parada cardíaca”, lamentou Maria Sueli Vilar, mãe da jovem, que afirmou ainda ter dito ao médico que sentiu o coração da filha bater e pedido que ele fizesse algo, mas sem sucesso. Até a placenta do bebê ficou dentro dela.

O médico, identificado apenas como Felipe, teria afirmado que a vítima estava morta, mas que o bebê sobreviveu. Um laudo informando o óbito foi emitido; o caixão e alguns itens para o velório e enterro foram fornecidos pelo próprio médico. O corpo de Izalí Vilar foi velado pela família, que em todo tempo desconfiou de a jovem ainda estar viva.

O corpo não apresentava rigidez, os olhos lacrimejavam e perceberam até batidas leves do coração. Foi somente após o enterro e de mais pessoas alegarem acreditar que ela estava viva que resolveram desenterrá-la. O caso viralizou nas redes sociais com o vídeo do momento em que o corpo é retirado da sepultura. Um médico confirmou que ela estava viva e a mesma foi levada a um hospital em Paulino Neves, mas ao chegar nessa unidade de saúde não resistiu.

Carregando