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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

“Temos que nos dimensionar para as piores situações”, afirma almirante Newton Costa sobre navio encalhado no Maranhão

Comandante do 4º Distrito Naval disse que o casco do navio tem uma fissura de 25 metros.

Almirante Newton Costa falou sobre os cuidados adotados para evitar um desastre ambiental, devido ao encalhe do Stellar Banner (Foto: Gilson Ferreira)

Nessa quinta-feira (5), o almirante Newton de Almeida Costa Neto – comandante do 4º Distrito Naval, durante entrevista coletiva no Complexo do Jenipapeiro, localizado na Avenida Beira-Mar, informou à imprensa que não há exageros nas contratações de navios, equipamentos e serviços para o monitoramento do navio Stellar Banner, que está encalhado desde o dia 24 de fevereiro, na costa maranhense.

O total de 20 navios, de acordo com o almirante, realizará o monitoramento da embarcação de propriedade da empresa Polaris. Segundo o comandante do 4º Distrito Naval, a Marinha tem o controle de tudo que está na cena de ação, tudo que vai para a área onde tem o “sinistro” (expressão utilizada pelo próprio almirante).

O porta-voz da Marinha disse também que tem o controle de todas as embarcações que estão e as que virão, além das aeronaves contratadas para chegarem até ao local onde o Stellar Banner está. “Tem várias empresas contratando embarcações para ações diferentes. Há ações de prevenção, ou seja, se cair óleo na área, temos equipamentos, navios e pessoas extremamente capacitados para que qualquer dano ambiental seja evitado”, informou o almirante.

“O fato de se pensar em exageros, neste momento temos que nos dimensionar para as piores situações. Temos uma quantidade de óleo muito grande no navio. Se houver um problema de vazamento, não podemos a partir daí acionar um navio ou uma aeronave. Nós temos de ter esses meios no local, e é isso que na realidade estes meios estão fazendo”, complementou Newton.

MERGULHOS

O almirante informou que, a cada mergulho feito no local onde o navio Stellar Banner está encalhado, dados são coletados. Ele informou que o casco do navio tem uma fissura, no lado que está fixo ao banco de areia. “Na parte fora da areia, conseguimos mapear uma extensão de área atingida de 25 metros do lado de boreste, à direita da navegação, próximo à proa, num local em que já temos noção de onde houve a colisão inicial, mas a extensão toda dos danos nós precisamos pesquisar”, informou o almirante Newton Costa.

O comandante do 4º Distrito Naval informou que a retirada do óleo é o objetivo central e atual. “A retirada do óleo independe de nós termos conhecimento sobre o rasgo. O plano da retirada está sendo completado, e tem a expectativa de produção até o dia 8 ou 9 de março. Se tudo ocorrer de acordo com o cronograma planejado, nós poderemos retirar o conteúdo do Stellar Banner a partir do dia 10 deste mês”, informou o almirante.

Porém, Newton afirmou que, para o plano de salvatagem, é muito importante a Marinha ter conhecimento sobre a avaria no casco do navio. “Pois isto tem que ser contido. Afinal, vamos retirar material e não pode entrar água”, informou o comandante.

TRIPULAÇÃO

De acordo com o almirante Newton, 20 pessoas faziam parte da tripulação e foram retiradas ainda no primeiro dia de encalhamento do navio. “Nossa prioridade número um é o salvamento das pessoas, e foi isso que fizemos. A prioridade número dois é a prevenção de danos ambientais, o que estamos fazendo. E a prioridade de número três é a salvatagem do navio”, explicou o comandante.

O almirante Newton contou que algumas pessoas da tripulação estão hospedadas em hotéis de São Luís, definidos pela Polaris (a dona do navio encalhado), e outras permanecem a bordo de navios rebocadores, que estão prestando apoio na área. “A Marinha não coordena a tripulação do navio, ela apenas acompanha no sentido de saber onde está cada pessoa, para o caso de necessidade de elas serem ouvidas no inquérito administrativo que está sendo produzido pela Marinha”, detalhou Newton, ao complementar que vários depoimentos já foram coletados.

O almirante informou também que, a necessidade de alguns tripulantes continuarem na área onde o navio está encalhado, se deve porque a empresa que realiza o planejamento para a salvatagem precisa de conhecimentos do navio, que vem dessa tripulação. “Esses conhecimentos são, por exemplo, acionamento de motores, onde ficam os controles dos tanques das válvulas”, destacou Newton.

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