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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Artigo: Outra grande lição da pandemia

Tão importante quanto explicar as causas e as consequências da pandemia que hoje assola o mundo, é tentar aprender com ela

Foto: Reprodução

Tão importante quanto explicar as causas e as consequências da pandemia que hoje assola o mundo, é tentar aprender com ela o que for possível para melhorar o nosso dia a dia pessoal e profissional.

Valorizar cada vez mais a tecnologia da informação foi outra grande lição desse período e, por isso mesmo, quero focar na importância da comunicação social nos dias de hoje, mais especificamente nos modernos meios de telecomunicação e nas ferramentas de mídia social disponíveis, postas à disposição do Ministério Público para facilitar seu trabalho de agente da vontade política transformadora e de garantidor dos direitos humanos.

A cada dia trabalhando em casa por sistema home office, convenço-me mais da necessidade de investirmos continuamente em tecnologia da informação. Estamos longe do ideal e os colegas estão sedentos de avanços. Temos trocado ideias continuamente e eles têm feito propostas que se somam às nossas nessa caminhada: a) investir em equipamentos e sistemas que possibilitem encontros virtuais entre os membros da instituição, garantindo uma economia exponencial de recursos públicos, além da necessidade de se tornar regra que as instruções de processos ministeriais e investigações das mais variadas naturezas ocorram através dos meios eletrônicos, proporcionando a economia de diárias pagas em deslocamentos de membros e de servidores, aquisição e manutenção de veículos, despesas com combustível e gastos com passagens aéreas, por exemplo; b) imediata criação de equipe para fins de digitalização rotineira dos nossos processos, desde a fase inicial, principalmente os processos que tramitam nas promotorias de justiça especializadas (saúde, educação, meio ambiente, etc.); c) criação de plataforma destinada à coleta e ao armazenamento de dados fornecidos pelo público que busca os serviços do Ministério Público para direcionar nossa atuação de acordo com o que pensa a sociedade maranhense; d) utilização desses mesmos dados para a produção de conteúdo jurídico e de pensamento científico a ser compartilhado com todos os membros e servidores, produzidos principalmente por órgãos com a finalidade de apoio e assessoramento que têm tido sua natureza desvirtuada em alguns casos; e) equipe de Tecnologia da Informação na vanguarda digital, elaborando soluções de melhoria contínua nos nossos sistemas SIMP e DIGIDOC; f) capacitação permanente de membros e servidores, inclusive com EAD, para a utilização de ferramentas digitais interinstitucionais como PLUTÃO, PAI, SI-NESP, INFORSEG, SIMBA, SEI, SIISP, AQUILES-MA, NYX-LD e sistemas internos do TCE, JUCEMA, e de REGISTROS PÚBLICOS, dentre outros; e g) criação de ferramentas que aperfeiçoem o SIMP para que o próprio sistema afira a produtividade dos membros em um clique, à luz do que eles lancem na plataforma como comprovação de cumprimento das etapas dos seus planos de atuação que queremos tornar rotina na instituição. Enfim, não há mais meio termo nessa questão: ou é digital, ou não é.

Ânimo! Os desafios sempre existiram, existem e existirão. O que conta é a forma como você se comporta diante deles. Proponho trabalho com parceria, austeridade e muita criatividade para sairmos mais fortes dessa pandemia. Flagelos abatem, mas também abrem os olhos da humanidade e, em todos os planos, obrigam todos a pensar.

Por: Eduardo Nicolau
Procurador de Justiça e candidato a Procurador-Geral de Justiça

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