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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Estádio Castelão completa 38 anos de muitas histórias

Presente prometido pelo governador da época João Castelo a todos os trabalhadores maranhenses, estádio foi inaugurado no Dia do Trabalhador

A cidade estava em festa por conta das homenagens da pré-inauguração do Estádio Castelão, presente prometido pelo governador da época João Castelo a todos os trabalhadores maranhenses, no 01 de maio de 1982, Dia do Trabalhador.

Inauguração oficial do estádio Castelão (Foto: Webster Campos)

No dia preparado para a festa, uma chuva torrencial caiu sobre a cidade nas primeiras horas da tarde. Mesmo assim, os maranhenses que se aglomeravam para conhecer de perto a mais nova praça esportiva de São Luís. Sampaio Corrêa, Maranhão, Moto Clube e Expressinho fizeram um torneio quadrangular para os torcedores que curtiam o feriado do trabalhador. Um torneio com tempos distintos de 30 minutos, em caso de empate penalidades.

Maranhão e Sampaio fizeram a primeira partida. Logo nos primeiros minutos, o jogador Evandro (Mão de Luva), grande figura do futebol da década de 80, marcou o primeiro gol no Castelão, e fez 1×0 para o Maranhão. Um exótico atleta que figurava nas partidas de futebol local, de luva em pleno calor maranhense, um cearense carismático, de bom controle da pelota e muita criatividade.

Na segunda etapa, logo nos primeiros minutos, a figura mais folclórica do futebol maranhense, Bimbinha fez o segundo gol nas redes do Castelão e empatou o jogo. Jogador de baixa estatura, mas de futebol alegre, dribles desconcertantes, muita velocidade, e amado pela torcida tricolor, bimbinha vivia nas graças dos torcedores.

Uma tarde memorável no gingante do Outeiro da Cruz. Ao final 1×1, nas disputas de pênaltis, vitória do Sampaio por 4×1. Na segunda partida, o Expressinho, clube de destaque da época, derrotou o Moto Clube por 1×0, se credenciando a decidir o primeiro título do Estádio Castelão, tendo como adversário o Sampaio Corrêa, clube de maior torcida do Estado e detentor do maioria dos títulos do futebol maranhense.

Depois de um empate no tempo normal, o Sampaio se sagrou campeão nas penalidades máximas, por 5×4. Sendo assim consagrado o primeiro campeão de futebol da mais nova praça de esportes do futebol do Estado, o Estádio João Castelo, o Castelão.

O Castelão foi inaugurado com capacidade para 80 mil torcedores, o que superava em quatro vezes o Estádio Nhozinho Santos, que já não suportava a maciça presença dos apaixonado torcedores da Ilha de São Luís nos clássicos locais e nas partidas contra grandes clubes do país, nas competições como Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da época.

Um grande público marcou presença na inauguração do Castelão (Foto: Webster Campos)

“O Estádio Castelão, que faz aniversário de inauguração hoje, é um marco na história de desporto maranhense. Eu, como torcedor ranzinza do Sampaio Correa, tenho boas lembranças, e uma delas foi a belíssima campanha do Tricolor maranhense na Série C do Campeonato Brasileiro de 1997, que acabou com a conquista de forma invicta do título e o acesso para a Série B em pleno Castelão, com vitória sobre a Francana, de São Paulo”. Parabéns Gigante do Outeiro da Cruz”, destacou Peninha Gomes, jornalista.

A seleção brasileiro inaugurou oficialmente o Castelão. São Luís entrava no clima da Copa da Espanha, faltava pouco mais de um mês para estreia do Brasil na Copa do Mundo de 1982, e o escrete canarinho fazia sua preparação para as disputas com uma das mais incríveis seleções de futebol de todos os tempos.

O time de Telê Santana fez a abertura abertura oficial do Estádio Castelão no dia 05 de maio, com vitória sobre Portugal, por 3×1. Gols de Júnior, Eder e Zico, para um público de quase 98 mil pagantes. A capital maranhense se preparava para um ano de Copa do Mundo, feliz da vida, pois São Luís recebera um grande presente às vésperas da competição.

Para o jornalista Paulo Melo Sousa, a seleção do Brasil no Castelão foi um momento marcante na sua vida. “No dia 5 de maio o jogo que marcou a inauguração oficial trouxe a São Luís a Seleção Brasileira de Futebol, que enfrentou, na ocasião, a seleção de Portugal. O jogo foi 3 x 1 para o Brasil. Gols de Júnior, Éder e Zico. Assisti a esse jogo movimentado, emocionante para o garoto que eu era, na ocasião, e que nunca havia visto um jogo da seleção ao vivo. Cheguei ao estádio por volta do meio dia e, aos poucos, os espaços reservados ao público foram sendo ocupados. O estádio ficou lotado, era uma novidade para a cidade e a cada gol do Brasil a vibração da torcida era tão contagiante que ninguém conseguia ficar sentado ou parado. Alegria coletiva. Foi uma vivência realmente emocionante e inesquecível para mim”, comentou, Paulo Melo.

O Maranhão ganhava um Estádio do porte dos mais modernos campos de futebol do país, ou para quem acompanhava o esporte na época, mais moderno do mundo. Confortável, seguro e com capacidade para um grande público. O Castelão era o que o torcedor maranhense precisava para acompanhar as partidas de futebol, com receptividade para os visitantes.

O Castelão resistiu ao tempo, e permanece vivo na história do futebol maranhense, colecionando grandes embates e de vez por outras dando glórias aos clubes do estado com conquista nas Series C e D do Campeonato Brasileiro. Vida longa ao futebol maranhense e ao futebol do país, pós Pandemia.

Que o futebol volte a fazer parte das noites e tardes do povo brasileiro e que o Castelão possa ser um palco no futuro de confrontos importantes de futebol como os da Seria A, na Primeira Divisão do país. O futebol maranhense merece, e o Castelão irá agradecer

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