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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Pandemia cancela cirurgias e consultas eletivas, além de exames, no Hospital Aldenora Bello

As sessões de quimioterapia e radioterapia, além dos procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência, não foram afetadas.

O Hospital Aldenora Bello parou parcialmente suas atividades, devido à pandemia do novo coronavírus (Foto: Gilson Ferreira)

Com a pandemia do novo coronavírus, o Hospital AldenoraBello, localizado no bairro do Monte Castelo, em São Luís, parou parcialmente de operar. A unidade médica cancelou exames de endoscopia e colonoscopia, e suspendeu cirurgias e consultas eletivas. Ou seja, pacientes não estão sendo diagnosticados. No entanto, as sessões de quimioterapia e radioterapia, além dos procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência, não foram afetadas.

A decisão de suspender serviços médicos foi tomada pela Fundação Antônio Dino, entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que administra o hospital. O motivo foi o primeiro diagnóstico de Covid-19, dentro do AldenoraBello, no dia 7 de abril.

Com a confirmação clínica deste primeiro caso de coronavírus, a Fundação reduziu ao mínimo a realização de cirurgias eletivas; cancelou agendas de consultas de algumas especialidades, e suspendeu exames de endoscopia e colonoscopia. Até anteontem, havia 14 testes positivos para o coronavírus, no Aldenora Bello, além de outros quatro exames ainda sem resultados.

Os pacientes, ou profissionais de saúde, do hospital filantrópico contaminados pela doença são encaminhados para rede estadual de atendimento ao Covid-19.

De acordo com o vice-presidente da Fundação Antônio Dino, Antônio Dino Tavares, o ato de diminuir a assistência ao câncer respeitou a orientação da diretoria médica do AldenoracBello. E, também, as orientações de sociedades médicas brasileiras.

“Quanto às cirurgias, foram adiadas as eletivas, sendo que os procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência continuam sendo feitos”, informou Antônio Dino Tavares.

O vice-presidente asseverou que a Fundação cumpre normas de segurança para evitar o contágio da Covid-19. Antônio Dino Tavares citou medidas como o afastamento entre os pacientes, no ambulatório; utilização de todos os equipamentos de proteção individual (EPIs), recomendados pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), por um número maior de funcionários; e todos que entram na unidade de saúde devem estar usando máscaras.

SPA FUNCIONA NORMALMENTE

De acordo com Antônio Dino Tavares, o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) – emergência oncológica – não sofreu alterações. E, segundo Antônio Tavares, mesmo que o número de cirurgias tenha sido diminuído, o hospital aumentou a realização de exames de imagem.

R$ 2 BILHÕES SERÃO DESTINADOS PARA HOSPITAIS FILANTRÓPICOS

O Aldenora Bello há anos enfrenta muitos gargalos com o atendimento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS), causados pelo déficit de tabela de preços, que paga salários de médicos, compra e faz a manutenção de equipamentos hospitalares, e mantém o estoque de remédios e alimentos aos pacientes.

Quase que 90% da totalidade dos leitos do Aldenora Bello estão voltados para este sistema. O hospital tem 180 leitos, e, em tempos sem pandemia, realiza a média de 30 mil atendimentos por mês. Agora, com a Covid-19, o hospital será contemplado com uma fatia dos R$ 2 bilhões, do projeto de lei aprovado em abril deste ano, pelo Senado brasileiro, e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, na última terça-feira (5). O montante deve ser destinado às Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo o país.

Antônio Dino Tavares informou que as regras para a captação e utilização do benefício ainda não foram estabelecidas. “Ainda não sei quanto virá para a Fundação e nem como aplicar esses recursos. Acredito que ainda haverá um Decreto, que disciplinará a utilização dos recursos para todos os Filantrópicos e Santas Casas contempladas por esse projeto”, disso Antônio Dino.

A sanção da lei foi publicada ontem (6), no Diário Oficial da União (DOU). Pelo texto, os recursos devem ser transferidos em até 15 dias, após a lei entrar em vigor. A lei publicada ontem determina que a divisão do recurso será feita pelo Ministério da Saúde, e levará em conta critérios o número de presídios nos municípios.

O auxílio, ainda de acordo com o texto, deverá ser utilizado na aquisição de equipamentos, suprimentos, insumos e produtos hospitalares, para o atendimento adequado à população. Para pequenas reformas e adaptações físicas, e para o aumento da oferta de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O objetivo é que as Santas Casas e os hospitais filantrópicos tenham suporte ao aumento de gastos para enfrentar a pandemia de coronavírus, como a contratação e no pagamento dos profissionais de saúde.

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