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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Sondagem da Federação das Indústrias mostra crise aguda no setor produtivo

A queda no faturamento é o impacto mais destacado por 62,0% das indústrias consultadas

Os dados apresentam uma expressiva queda no volume de produção (Foto: Divulgação)

Uma “Consulta Empresarial” realizada pela Coordenação de Ações Estratégicas da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), no período de 15 a 21 de abril revelou alguns dados preocupantes que refletem que a Covid-19 afetou fortemente a Indústria Maranhense.

Os dados apresentam uma expressiva queda no volume de produção, pois para 88,1% das empresas consultadas a produção foi afetada negativamente (sendo que para 33,3% muito intensa) e para 23,8% está parada (por tempo determinado ou indeterminado). Somente para 11,9% houve aumento de produção.

“Essa consulta empresarial só demonstra o cenário de caos por que passa a indústria maranhense e a necessidade urgente de se tomar medidas para evitar ainda mais desempregos. Sabemos dos impactos e esperamos trabalharmos juntos em uma solução dentro de uma segurança da saúde de funcionários e das próprias empresas!”, analisa o presidente da Fiema, Edilson Baldez.

As dificuldades relacionadas ao transporte de seus produtos, de insumos e matérias-primas foram destacadas pelas empresas consultadas. 75,6% delas dizem estar enfrentando dificuldades relativa à logística de transporte de seus produtos, insumos ou matérias-primas, sendo que, nesse total, 41,5% consideram muita dificuldade. Apenas para 24,4%, não houve dificuldade.

OBTENÇÃO DE INSUMOS

De acordo com o levantamento, 73,2% das indústrias consultadas informaram estar encontrando dificuldade para a obtenção de insumos ou matérias-primas, nesse ambiente de coronavírus, sendo que, para 39,1% delas, isto tem sido mais intenso. Para 26,8%, no entanto, não tem havido dificuldade na obtenção de insumos ou matérias-primas.

A indústria do Maranhão está com dificuldades para honrar os pagamentos rotineiros, como tributos, salários, energia elétrica, água/esgoto, aluguel e fornecedores, diante do quadro de restrições impostas com o combate ao coronavírus. Metade das empresas consultadas informa ser muito difícil a disponibilidade financeira ou pouco difícil para 14,3% delas.

Contudo, para 30,9% das consultadas a situação se mostra indiferente, nem fácil, nem difícil. Apenas 4,8% das empresas estão com facilidade para lidar com esses pagamentos.

QUEDA DE FATURAMENTO

A queda no faturamento é o impacto mais destacado por 62,0% das indústrias consultadas como consequência da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, seguindo de a Queda de Produtividade (45,2%) e a Queda de Produção (40,5%). O cancelamento de pedidos/ encomendas, assim como acesso mais difícil ao crédito e paralisação das atividades de produção foram apontados por 21,4% das empresas consultadas, que podem estar associados à queda do volume de demanda.

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