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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Fiema debate abertura de crédito com os superintendentes do Basa e do BNB

A ação visa conhecer o que os Bancos estão disponibilizando para as empresas nesse cenário de crise

Reuniões por videoconferência com os superintendentes (Foto: Divulgação)

A Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), por meio do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC),realizou duas reuniões por videoconferência com os superintendentes do Banco da Amazônia, Diego Lima, e do Banco do Nordeste, Hailton Fortes. Os bate-papos virtuais têm o objetivo de saber sobre as ações de apoio das instituições financeiras para as empresas industriais maranhenses em decorrência dos impactos socioeconômicos gerados pela pandemia da covid-19, situação que coloca em risco a sobrevivência do parque fabril do Estado.

A ação visa conhecer o que os Bancos estão disponibilizando para as empresas nesse cenário de crise. Na segunda-feira (11), o superintendente do Basa explicou que o banco está se adaptando a essa nova realidade e lançando soluções específicas para esse período de pandemia, entre elas, a prorrogação de parcelas, adiamento de boletos e crédito para folha de pagamento.

“Esse momento é ímpar. O banco precisa entender a necessidade do cliente. Estamos trabalhando para isso. Esse é um momento sem precedentes onde precisamos ter a prioridade de fazer com que nossos clientes saiam dessa crise!”, destacou.

O Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) Emergencial- covid-19 deve promover a recuperação e a preservação das atividades econômicas nos setores produtivos, industrial, comercial e de serviços, em municípios com estado de calamidade pública decretada na área de atuação do FNO, que compreende a região amazônica. Ao todo, serão R$ 2 bilhões.

Destinada ao setor não rural, a linha foi criada a partir da Resolução 4.798, do Banco Central, editada em 6 de abril passado. O FNO Emergencial se destina a pessoas jurídicas de qualquer porte, pessoas físicas que desempenhem as suas atividades produtivas de maneira informal e que estejam enquadradas no Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO).

Para quem precisa investir, o limite de crédito é de até R$ 200 mil. Já para capital de giro, o financiamento é de até R$ 100 mil. Para o Micro Empreendedor Individual, o valor para financiamento é de até R$ 20 mil e, para capital de giro, de até R$ 5 mil. As microempresas podem financiar até R$ 40 mil.

FINANCIAMENTO

O prazo de financiamento para investimento é de até 12 anos, incluída a carência que se estende até 31 de dezembro de 2020, ou seja, o tomador só começa a pagar a partir de janeiro de 2021. Para capital de giro, o prazo é de até 24 meses, também com carência até o último dia deste ano e início de pagamento para janeiro do ano que vem.

Na terça-feira (12), o superintendente do BNB colocou o banco à disposição do empresariado. Segundo Fortes, o BNB trabalha com três diretrizes: aumento da disponibilidade de crédito, renegociação de dívidas/ prorrogação do pagamento de parcelas e cuidado com a saúde do funcionário do banco e com o cliente.

De acordo com o gestor do BNB, eles estão ofertando crédito a empreendedores de sua área de atuação, em condições especiais, em decorrência da pandemia.

“É possível financiar investimentos e capital de giro, com taxa de 2,5% ao ano e possibilidade de carência até 31 de dezembro deste ano. O Banco também está suspendendo as parcelas de financiamentos, vencidas e vincendas entre 07 de janeiro e 31 de dezembro deste ano, ficando essas parcelas a serem pagas a partir de 2021, de acordo com a característica de cada operação”, destacou Fortes.

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