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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Artigo: Os riscos da ansiedade

Não conseguir perceber sua identidade real leva a instabilidade emocional, desrespeito primeiro consigo estendendo para o outro e para todos à sua volta

Foto: Reprodução

‘Um estressor é qualquer evento do mundo exterior que tire você do equilíbrio homeostático, e a resposta de stress é o que o seu corpo faz para restabelecer a homeostase’ (Sapolsky)

Nos tempos atuais, grande parte da população sofre por crise existencial e por ter a percepção de que está sob ameaça de algo ou de alguém, o que pode gerar ataque de nervos, doenças autoimunes, processos inflamatórios recorrentes, lesões físicas, entre outras enfermidades.

Sentem ameaça do levantar ao dormir e a qualidade de sono já não responde bem.

A origem de tudo isso parte de várias crenças limitantes e percepções distorcidas da realidade.

Não conseguir perceber sua identidade real leva a instabilidade emocional, desrespeito primeiro consigo estendendo para o outro e para todos à sua volta.

Muitos estão inseguros por não identificarem o seu lugar, propósito e sentido da vida, sentindo-se bombardeados de tantas informações e visões diferentes do mundo.

Esquecer de quem somos, de onde viemos, o nosso lugar e qual é o nosso propósito é um assunto sério que não deve ser desconsiderado. Tendem a levar a ações perigosas, ameaças, pensamentos sombrios que podem fugir do controle. E, muitas vezes, para a pessoa que vive essa experiência, a única solução naquele instante é mergulhar em algum vício ou até mesmo mutilações, pensamentos ou atitudes suicidas, na crença de aliviar a dor que a ausência de si proporciona.

Nosso cérebro, quando acionado o gatilho de ameaça do perigo, dispara o mecanismo de sobrevivência, de luta ou de fuga e demanda de um grande desperdício de energia para se defender daquele ataque que pode ser real ou imaginário, e quando o indivíduo demora para voltar ao estado de equilíbrio isso gera lesões e profundo sofrimento.

Questões como: “preciso que dê certo”; “eu tenho que ser o melhor”; “eu não posso falhar”; “eu preciso aprender”; “eu sou insignificante”; “eu sou ansioso”… e tantos outros rótulos e crenças limitantes aprisionam em uma mente barulhenta que apenas procura seu lugar e comunica por meio desse amontoado de caminhos perdidos e embaralhados, não deixando dúvida de uma necessidade de ajuda.

Reprovar e exigir tanto de si é um ato de profunda violência que drena energia vital e leva a sofrimentos.

Meditar é preciso, esvaziar é essencial para uma melhor drenagem e lubrificação do líquido que circula em seu corpo, do seu sangue que nutre suas células, do ar que entra e sai dos pulmões e que merece uma boa oxigenação, dos tecidos que são divinos e macios tanto quanto você, dos órgãos que assumem papéis tão importantes na sua vida, dos sistemas, crenças e percepções que acreditam naquilo que você acredita.

Acredite em você; somos um!

Patricia Rabelo Bogéa de Matos
Fisioterapeuta
Esp. Microfisioterapia, Leitura Biológica, Terapia Manual, Terapia Cranio Sacral e Psych-k

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