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Medo do desemprego faz intenção de consumo cair 25% no mês de maio, em São Luís, segundo Fecomércio

Um dos fatores que agravou o pessimismo dos consumidores ludovicenses foi a movimentação negativa do mercado de trabalho

Consumo na capital maranhense apresentou o menor resultado da série histórica (Foto: Divulgação)

O nível de intenção de consumo das famílias de São Luís, medido mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), apresentou um recuo de 25,3% em maio em comparação ao mesmo período de 2019. Um dos fatores que agravou o pessimismo dos consumidores ludovicenses foi a movimentação negativa do mercado de trabalho no mês de abril.

Na passagem mensal de abril para maio, a queda no otimismo dos consumidores ludovicenses foi de 12,7%. Com 74,9 pontos, em uma escala que vai de 0 a 200 pontos, a intenção de consumo na capital maranhense apresentou o menor resultado da série histórica do índice que começou em janeiro 2010.

Todos os subcomponentes que formam o indicador apresentaram variação mensal negativa, com destaque para a avaliação do consumidor quanto ao momento para aquisição de bens duráveis (-23,8%), o nível de consumo atual (-18,8%), a perspectiva profissional (-17,6%) e as perspectivas de consumo (-16,4%).

“Os setores de eletrodomésticos, móveis, veículos e produtos de valor agregado mais elevado terão um grande desafio pela frente, apesar de já estarem com autorização para reabertura. A deterioração do mercado de trabalho e da renda do consumidor vai criar um cenário de bastante pessimismo para o consumo”, avalia o presidente da Fecomércio-MA, José Arteiro da Silva.

Empregos – Sobre a movimentação negativa do mercado de trabalho no mês de abril, São Luís registrou um saldo negativo de 1.982 postos formais de trabalho desativados, com destaque para o comércio e a construção civil, que eliminaram 918 e 747 empregos com carteira assinada, respectivamente.

No mês de março, quando foram registrados os primeiros casos da COVID-19 em São Luís, esses dois setores já haviam registrado a redução de 760 vagas de emprego, sendo 440 postos no comércio e 320 na construção civil.

“As incertezas do cenário econômico influenciado pela crise de saúde pública fizeram com que as empresas demitissem para reduzir suas despesas. Este é o momento do Governo, durante o processo de retomada das atividades, oferecer segurança para os investimentos privados, com protocolos claros, prazos definidos e previsibilidade em suas ações”, enfatiza o empresário José Arteiro.

Para a Federação do Comércio, uma das entidades que tem participado ativamente da construção dos protocolos sanitárias que estão possibilitando a retomada das atividades econômicas na Ilha de São Luís, este é um momento de empresas, trabalhadores e a sociedade civil como um todo estar organizada e engajada para cumprir as regras de segurança sanitária.

“Se todos cumprirem os protocolos, se todos estiverem conscientes do seu papel social, teremos uma retomada econômica mais rápida, sem interrupções, gerando confiança para os investimentos, recuperação do mercado de trabalho e reativação da renda da população”, finaliza o presidente da Fecomércio, José Arteiro.

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