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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Suspeito preso no Maranhão diz que matou vítima a marretadas, queimou e jogou o corpo em fornalha

A dona de casa, de 40 anos, desapareceu logo depois de chegar de uma temporada na Colômbia

Ronaldo Ferreira foi preso em Buriticupu, como sendo o principal suspeito pela morte de Lílian de Oliveira, que teria sido encomendada por Jucelino Pinto (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Goiás informou ter concluído, nessa segunda-feira (15), as investigações sobre o caso da dona de casa Lílian de Oliveira, de 40 anos, que desapareceu depois de desembarcar no aeroporto de Goiânia, em fevereiro deste ano. No fim do mês de maio, um dos suspeitos, identificado como Ronaldo Rodrigues Ferreira, foi preso na cidade de Buriticupu/MA.

Segundo a Polícia Civil, ele teria confessado e relatado como ocorreu o crime. Ronaldo, em seu depoimento, disse ter dado uma marretada na dona de casa e, em seguida, queimado o corpo e jogado as cinzas dentro de uma fornalha de um laticínio, que pertenceria, ainda conforme a polícia, ao mandante do crime, o empresário Jucelino Pinto Fonseca.

De acordo com o delegado Thiago Martimiano, que investiga o caso, Jucelino revelou que manteve um relacionamento extraconjugal com Lílian e estava se sentido feito de bobo, porque a vítima já estava em outra relação. Em troca da morte da dona de casa, o empresário, segundo apurado pela polícia, perdoaria uma dívida de R$ 20 mil que Ronaldo tinha com ele.

Ambos estão presos e foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O CASO

A dona de casa Lílian de Oliveira, de Caldas Novas, no estado de Goiás, sumiu após chegar de uma viagem na Colômbia. Segundo familiares, que registraram boletim de ocorrência sobre o desaparecimento, ao sair do aeroporto de Goiânia, câmeras de segurança mostraram que ela entrou em uma picape prata.

Desde então, Lílian nunca mais deu notícias e nem postou nada nas redes sociais. Os familiares relataram que o contato com ela era constante por meio de mensagens, mesmo durante os quatro meses que esteve na Colômbia, onde foi visitar o namorado.

Conforme apurado com a companhia aérea, ela saiu de Medelín no dia 12 de fevereiro, desceu em Bogotá, capital colombiana, e pegou o voo para São Paulo, onde, na manhã seguinte, partiu para Goiânia. Ronaldo seria o motorista do veículo visto buscando Lílian.

Em depoimento, o homem explicou como cometeu o crime. “Entre Goiânia e Bela Vista, a Lílian dormiu por causa da viagem. Ele parou o carro e desferiu um golpe de marreta na cabeça dela, que desfaleceu. Ele já tinha combinado com o Jucelino de que ia levar o corpo ao laticínio”, afirmou o delegado.

Ronaldo teria dito ainda à polícia que Lílian morreu logo após o golpe. Em seguida, ele parou o carro em um lixão, pois, segundo o delegado, havia combinado com Jucelino que só levaria o corpo para o laticínio mais tarde, quando o expediente já tivesse sido encerrado.

Uma mulher, que era babá da filha de Lilian, é suspeita de intermediar a viagem, bem como planejar a logística do crime. Ela é investigada junto aos dois indiciados, mas não foi presa. A filha de Lílian tem 4 anos, e segue sob os cuidados dos familiares da mãe.

DÍVIDA E CHANTAGEM

Segundo o delegado Thiago Martimiano, Jucelino é casado, mas manteve um relacionamento com Lílian, com quem teve uma filha. Porém, atualmente, ela estava vivendo na Colômbia e se relacionava com outro homem.

“Jucelino mostra um misto de sentimentos. Ele disse que nutria um afeto por Lílian, mas, nas palavras dele, era feito de bobo, pois estava mantendo a filha e, eventualmente Lílian, financeiramente; e ela já estava com outra pessoa e isso, nas palavras dele, o magoava muito. Além disso, ele se sentia extorquido e chantageado, pois Lílian poderia dizer algo para a esposa dele, que não sabia tanto da existência do relacionamento quanto da filha que eles tinham”, contou o delegado.

Diante dessa situação, segundo o delegado, Jucelino pediu a Ronaldo que matasse Lilian. Inicialmente, conforme o investigador, o amigo do empresário chegou a passar 13 dias na Colômbia vigiando a vítima, mas não conseguiu cometer o homicídio. “Ronaldo devia de R$ 20 mil a R$ 30 mil, e disse que faria o serviço, resolveria esse problema que Jucelino narrava que tinha, em troca da quitação da dívida”, disse Martimiano.

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