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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Filas para receber o auxílio emergencial continuam em frente às agências da Caixa, em São Luís

Apesar de todos os alertas sobre a importância, as pessoas não respeitam a distância de dois metros entre uma e outra

Pagamento do auxílio emergencial ainda provoca filas na porta das agências da Caixa (Foto: Gilson Ferreira)

Apesar de a Caixa Econômica Federal seguir calendário específico para pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal, nessa quinta-feira (2), muitas pessoas acabaram enfrentando longas filas nas portas das unidades bancárias. Isso porque, além da tentativa de saque, muita gente buscava as agências para ter informações e ajuda para utilizar os aplicativos Caixa Tem e Caixa Auxílio Emergencial.

O banco é o único operador financeiro do benefício, e somente no Maranhão, até o dia 30 de junho, já pagou R$ 4,8 bilhões aos maranhenses. Os recursos em espécie somente poderão ser sacados a partir de segunda-feira (6).

O calendário leva em conta o mês de aniversário dos beneficiários, começando por aqueles que nasceram em janeiro. Nos dias seguintes, até 18 de julho (com exceção do dia 12, um domingo), será a vez dos beneficiários que fazem aniversário nos meses seguintes.

Essas informações foram anexadas nas vidraças das fachadas das agências, no centro de São Luís. Nos avisos, é exibido um cronograma ligando a data de nascimento com a data em que o benefício poderá ser sacado. No dia 16 do mês passado, a Caixa iniciou o crédito nas poupanças digitais abertas em nomes de trabalhadores, para os nascidos de janeiro a junho. No dia seguinte, os recursos foram depositados para os beneficiários nascidos entre julho e dezembro.

Caso os recursos das poupanças digitais não sejam usados para pagamentos por meios eletrônicos, eles serão transferidos automaticamente para as contas indicadas pelos beneficiários, que poderão fazer o saque a partir da próxima segunda-feira.

“Penso que os aplicativos ‘bugaram’, pois pode ser que haja muitas pessoas acessando ao mesmo tempo. Meu aniversário é em março, o saque da minha terceira parcela de R$ 1.200 somente será permitido a partir do dia 1º de agosto. Eu, na quarta-feira (1º), passei o dia tentando transferir pelo aplicativo, mas não consegui. Estou com o dinheiro na conta desde o dia 30 de junho, e só vou poder sacar daqui quase um mês. Vim à Caixa hoje (ontem) saber o que posso fazer, e me deram essas informações”, disse a manicure e mãe solteira de duas crianças e uma adolescente, Soraya Sousa.

“Meus documentos não estavam validados no ‘Mercado Pago’, para onde eu estava tentando transferir o dinheiro. Vim à Caixa e verificaram para mim os meus dados cadastrais, os funcionários do banco me ajudaram bastante. Quem não tem prática com transações bancárias online, como eu, acaba se submetendo a procurar as agências e a enfrentar filas”, contou o pedreiro Isaías Melo, de 49 anos.

ORGANIZAÇÃO

O Jornal Pequeno esteve ontem nas agências da Caixa das praças Deodoro e João Lisboa, do bairro do São Francisco e Anjo da Guarda. As filas estavam grandes e, mesmo com a presença de bombeiros para fazer a organização, não havia o distanciamento de dois metros entre uma pessoa e outra, em nenhum desses locais visitados.

Existe um acordo da Caixa com o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federale a Confederação Nacional do Trabalhadores do Ramo Financeiro, em que o banco promete demarcar lugares dentro e fora das agências para manter o distanciamento entre os clientes e adotar medidas que garantam a proteção contra luz do sol e da chuva, durante a permanência nas filas. Mas, essas proteções não existem, e mesmo que haja as demarcações, as pessoas não as seguem, e os bombeiros se concentram nas portas dos bancos, deixando de fazer o disciplinamento das marcações.

Desde maio, o governo do Maranhão convocou bombeiros civis para a organização da espera, de modo que a distância de dois metros entre uma e outra seja conservada. Por outro lado, as autoridades de trânsito de São Luís continuam desviando o tráfego nas vias próximas às agências, pois as filas acabam tomando as ruas.

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