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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mão de obra carcerária produz mais de 357 mil blocos de concreto para pavimentar ruas e avenidas de São Luís

Até o fim deste ano, a previsão é de que os custodiados produzam cerca de 789.100 blocos.

Internos trabalham em uma das fábricas de blocos, instalada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas (Foto: Divulgação)

Mais de 357 mil blocos de concreto sextavados, produzidos por internos do sistema prisional do Maranhão, foram usados para pavimentar ruas e avenidas da região metropolitana de São Luís, entre os anos de 2019 até junho de 2020. A ação faz parte das iniciativas do governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), com foco em tornar a mão de obra carcerária cada vez mais útil à população.

Ao todo, foram exatamente 357.890 blocos de concreto usados para revitalizar ruas e avenidas da Grande São Luís. Em 2019, por exemplo, os custodiados produziram 288. 790 blocos e, só no primeiro semestre de 2020, o total de blocos confeccionados foi de 69.100.

“Os blocos de concreto, produzidos pelos internos, beneficiam de forma significativa a população. Os blocos atendem a um dos maiores programas do governo estadual, que é o Rua Digna. Formalizamos convênios com prefeituras e com a Seduc para revitalizarmos ruas próximas de escolas utilizando a mão de obra carcerária”, informou o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade.

A média é que, por mês, sejam fabricados o equivalente a 120 mil blocos. Até o fim deste ano, a previsão é de que os custodiados produzam cerca de 789.100 blocos.

Hoje, em São Luís, existem seis fábricas, sendo cinco instaladas nas unidades prisionais e uma na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). O trabalho realizado pela Seap tem ocorrido em duas vertentes: ressocializar os internos, dando oportunidade de profissionalização e trabalho digno, e também a de proporcionar qualidade de vida à população do estado.

Para que as atividades aconteçam, as parcerias são fundamentais. Uma delas é com a Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres), responsável por coordenar o programa ‘Rua Digna’. Essa semana, cinco ruas do bairro Tibiri foram entregues à população totalmente revitalizadas.

“A partir do momento em que acontece a pavimentação dessas áreas, valoriza-se a questão social e valoriza-se também a comunidade e, agoram com essa parceria com a Seap, se valriza o trabalho dos internos que tem ajudado muitas famílias”, destacou o secretário da Setres, Jowberth da Silva.

CUSTOS

O calçamento das ruas realizado pelos internos custa em média R$ 35 reais o m², tendo como serviços já inclusos a pavimentação, colocação de meiofio e sarjeta. A economia é de cerca de 40% de custos ao estado na execução destes serviços, se comparado ao valor praticado no mercado.

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