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Graduação em Engenharia Aeroespacial vai fortalecer ações na Base de Alcântara, diz presidente da AEB

No País, o curso de graduação é ofertado por várias instituições de ensino superior, entre elas a Universidade Federal do Maranhão

Engenharia Aeroesopacial fortalece o mercado espacial e operações no Centro Espacial de Alcântara (Foto: Divulgação)

A graduação em Engenharia Aeroespacial no Brasil ganhou força com a validação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), assinado entre os governos do Brasil e Estados Unidos. Além de fortalecer o mercado espacial e dar impulso aos projetos nacionais, vão favorecer diretamente as operações do Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão. É o que avalia o presidente da Agência Especial Brasileira (AEB), engenheiro Carlos Moura.

No País, o curso de graduação é ofertado por várias instituições de ensino superior, entre elas a Universidade Federal do Maranhão (Ufma). Há uma semana, a Escola de Engenharia Aeroespacial (SIA) da Universidade de Roma “Sapienza”, na Itália, abriu inscrição para Mestrado.

“A formação e capacitação de recursos humanos na área aeroespacial é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas e atividades técnicas do Programa Espacial Brasileiro. Esses profissionais serão os responsáveis pelos avanços de projetos nacionais, pois o mercado espacial está crescendo em todo o mundo e o Brasil pretende ocupar um nicho importante no segmento de acesso ao espaço”, explicou Moura.

SISTEMAS AEROESPACIAIS

O presidente da AEB destacou que o profissional formado em Engenharia Aeroespacial pode atuar em pesquisas e projetos realizados pela indústria nacional, academia e instituições do governo federal. “A graduação forma engenheiros de concepção com profundos conhecimentos em projeto e construção de sistemas aeroespaciais, tais como: foguetes, veículos lançadores suborbitas, veículos espaciais e satélites”, observou.

No País são oferecidos oito cursos de graduação em Engenharia Aeroespacial pelas seguintes universidades: Universidade Federal do ABC, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

GRADUAÇÃO NA UFMA

O curso de Engenharia Aeroespacial da Ufma teve início no primeiro semestre de 2018. Oferece qualificação adequada para atuação nos setores aeroespacial e aeronáutico. O curso começa com o bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT), com caráter interdisciplinar que se configura numa formação tecnológica mais ampla e introdutória para os cursos de engenharia.

O engenheiro aeroespacial com título obtido pela Ufma apresenta uma formação de conhecimentos adquiridos para uma atuação apropriada aos setores espacial e aeronáutico.

“O profissional fica habilitado para as funções técnicas, administrativas, de gestão e de planejamento em indústrias ou empresas, pesquisa e desenvolvimento, em operações de centros de lançamentos aeroespaciais e agências governamentais correlacionadas”, acentuou Carlos Moura.

Universidade de Roma abre inscrições para Mestrado na área aeroespacial

Engenheiros de qualquer especialidade podem se inscrever no Mestrado da Escola de Engenharia Aeroespacial (SIA) da Universidade de Roma “Sapienza”, na Itália. Serão aceitos os candidatos com curso de graduação reconhecidos pelo Ministério da Educação, com duração mínima de 5 anos. As inscrições devem ser realizadas até novembro de 2020.

O Mestrado é uma das atividades que se enquadram no Acordo-Quadro firmado entre a Universidade de Brasília (UnB) e Universidade de Roma “Sapienza”, com o objetivo de facilitar e incentivar a mobilidade de estudantes, professores e pesquisadores entre as duas instituições, além da implementação de projetos de pesquisa e laboratórios conjuntos entre as duas instituições.

Com duração de dois anos, o Mestrado interdisciplinar possibilita que os participantes estudem projetos práticos, como a fabricação de nano e microssatélites, robótica espacial, ciências espaciais e da Terra, experimentos biológicos, navegação, controle e materiais espaciais avançados.

Também será possível estudar e experimentar temas relacionados às áreas de propulsão aeronáutica avançada (ramjet, scramjet, motores de ciclo combinado) e propulsão espacial (química e elétrica). Para os graduados em engenharia aeroespacial, a duração do curso é reduzida para um ano, sendo diretamente permitida a inscrição no último ano da graduação.

Ao final do curso o aluno deverá apresentar uma dissertação de um trabalho de pesquisa. Devido à pandemia do novo coronavírus, a partir do próximo ano acadêmico o Mestrado será ministrado online, pela primeira vez.

A previsão é que nos próximos anos o curso seja oferecido tanto presencial como virtualmente. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail: presidesia@uniroma1.it , endereço para o qual também é possível solicitar informações gerais.

(COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL/AEB)

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