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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Eliziane Gama defende população indígena e pede atenção aos povos isolados

Para a senadora, o governo federal precisa levar em consideração a taxa de letalidade da doença apurada pela Apib

Eliziane defende transparência de dados de ocupação de leitos (Foto: Divulgação)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), fez uma veemente defesa da população indígena brasileira na audiência virtual da comissão mista da Covid-19, nesta quinta-feira (06). Ela chamou atenção durante a audiência virtual para a necessidade de cuidados especiais com os povos isolados da floresta durante a pandemia.

“O acesso de grileiros, de garimpeiros nessas terras é vital para que a doença chegue lá e, infelizmente, possa dizimar comunidades inteiras, porque nós temos hoje mais de 140 povos atacados por esse vírus e que, ao final, pela sua situação de imunidade, por não ter anticorpos suficientes, vão a óbito”, destacou Eliziane Gama.

Para Eliziane Gama, o governo federal precisa levar em consideração a taxa de letalidade da doença apurada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) para as ações de proteção à população indígena porque o índice é de 150%, ou seja, mais do que o dobro do percentual da população brasileira.

“Quando a gente fala, por exemplo, da taxa de letalidade [pela Covid-19] – a gente vê os dados apresentados pelo governo, de pouco mais de 200 mortes, e os dados apresentados pela Apib [Articulação dos Povos Indígenas do Brasil], de mais de 600, precisamente 639 mortes – é muito bom lembrar que o índio, esteja ele em uma terra homologada ou esteja ele fora da terra homologada, é índio”, disse.

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