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Azul alega que desembarcou família da aeronave por motivo de indisciplina

A companhia esclareceu que os passageiros pretendiam embarcar com um animal de estimação fora dos padrões autorizados para transporte de pets

Família conseguiu embarcar no fim da tarde (Foto: Gilson Ferreira)

O paraibano Itamar Cunha Bezerra, de 36 anos, a mulher e a filha de nove anos tentaram viajar São Luís para Navegantes (SC), na tarde dessa terça-feira (25).  No entanto, quando já estavam dentro da aeronave, da companhia aérea Azul, a empresa impediu o embarque porque o passageiro deixou para trás uma cachorra vira-lata, de porte médio, dentro de uma caixa, no saguão do Aeroporto Marechal Cunha Machado.

Em comunicado à imprensa, a Azul Linhas Aéreas informou que providenciou desembarque  de um “cliente indisciplinado de uma de suas aeronaves que partiu ontem (25) do aeroporto de São Luís”.

A companhia esclareceu que o Itamar Bezerra compareceu para embarcar com um animal de estimação fora dos padrões autorizados para transporte de pets na cabine.

Confira a nota da Azul na íntegra

São Paulo, 26 de agosto de 2020 – A Azul informa que desembarcou um Cliente indisciplinado de uma de suas aeronaves que partiu ontem (25) do aeroporto de São Luís.

A companhia esclarece que o Cliente compareceu para embarque com um animal de estimação fora dos padrões autorizados para transporte de pets na cabine. Ignorando as recomendações dos Tripulantes da Azul, o Cliente entrou na aeronave e abandonou o animal de estimação na área de embarque do aeroporto.

A companhia ressalta ainda que contou com o apoio da Polícia Federal para desembarcar o Cliente e, em seguida, prosseguiu com o reembolso do valor pago nos bilhetes.

Família permanece no aeroporto

Itamar Cunha Bezerra, de 36 anos, a mulher e a filha de nove anos ainda se encontram com todas as malas no saguão do Aeroporto Cunha Machado. Eles viajariam de São Luís para Navegantes (SC), onde Itamar afirma ter tido uma oportunidade de emprego.

“Eu estava disposto a pagar R$ 250 de taxa para levar a cachorra, mas não me permitiram levá-la. Para não perder as passagens, deixei o animal no aeroporto, para doação. Tenho a impressão de que os funcionários da Azul não gostaram da solução que eu fui forçado a tomar, devido as circunstâncias. Resultado: não viajamos, estou sem recursos financeiros para continuar me mantendo em São Luís, por isso eu e minha família permanecemos acampados no aeroporto. Espero pelo reembolso dos valores pagos nas três passagens, o total de R$ 4.216”, informou Itamar.

O passageiro disse que a companhia aérea comunicou que animais de médio porte não estão sendo transportados pela Azul. Itamar procurou pelo serviço de transporte de animais em outras empresas, mas suas tentativas não teriam tido sucesso. O paraibano disse ainda que pagou R$ 1.080 pelo despacho de todas as bagagens de sua família, mas, como não conseguiu despachar a cachorra, estava disposto a levar o animal, além de uma mochila consigo, no ambiente de passageiros, do avião.

Os passageiros foram retirados da aeronave por um agente da Polícia Federal. Itamar informou que a Azul já teria lhe ressarcido apenas os valores gastos com o serviço de despacho de bagagens, mas ainda faltava os custos investidos nas compras das passagens.

O paraibano informou que morava há dois anos no bairro do Vinhais, numa casa alugada. Itamar, sua esposa e filha estão no aeroporto, pois alegam que que não têm para onde ir.

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