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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Número de pessoas ocupadas no Maranhão cai 9,7% no 2° trimestre de 2020

Parte significativa das pessoas que perderam seus empregos não alimentou o quadro de pessoas desocupadas

(Foto: Ilustração)

A taxa de desocupação do Maranhão no 2º trimestre de 2020 foi de 16,0%, ficando estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, que foi de 16,1%. Os números são do IBGE.

Maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia, 19,9%, Sergipe, 19,8%, e Alagoas, 17,8%, enquanto as menores foram observadas nos seguintes estados: Santa Catarina, 6,9%, Pará, 9,1%, Rio Grande do Sul, 9,4%, e Paraná, 9,6%.

Em números absolutos, a quantidade de pessoas desocupadas no Maranhão atingiu o montante de 381.000 pessoas, 43.000 a menos que no trimestre anterior. No Brasil, o número de pessoas desocupadas no 2º trimestre de 2020 foi de 12,791 milhões.

No Maranhão, mesmo mantendo taxa de desocupação praticamente igual ao trimestre anterior, o 2º trimestre foi marcado por recuo no número de pessoas ocupadas.

Entre o 1º e o 2º trimestre do ano de 2020, a redução no percentual de pessoas ocupadas no estado foi na ordem de 9,7%, o que implicou menos 215 mil pessoas na condição de força de trabalho ocupada.

Eram 2,211 milhões de pessoas ocupadas no 1º trimestre de 2020 e 1,996 milhões no 2º trimestre. No Brasil, na mesma base de comparação temporal, houve uma diminuição na ordem de 10,7% na quantidade de pessoas ocupadas. Isso implicou 9,995 milhões de pessoas a menos na condição de força de trabalho ocupada.

Parte significativa das pessoas que perderam seus empregos não alimentou o quadro de pessoas desocupadas, pois, muito em função da pandemia, alguns não procuraram trabalho ou, se procuraram, não estavam disponíveis no período.

O fato é que parte desse contingente de pessoas que saiu do mercado de trabalho, isto é, perdeu ocupação, acrescida, provavelmente, de mais uma parcela que estava na condição de desocupado, passaram a engrossar a força de trabalho potencial, isto é, não estavam nem ocupadas nem desocupadas, visto que não procuraram trabalho, embora disponíveis para o mesmo, caso aparecesse oportunidade (é o caso do desalentado) ou, se procuraram, não estavam disponíveis para assumir (por exemplo, tinham que cuidar de uma criança que ficou sem escola temporariamente, tiveram que cuidar de um idoso que ficou sem os cuidados temporariamente de uma cuidadora ou trabalhador doméstico etc).

No caso do Maranhão, no 2º trimestre de 2020, cerca de 883 mil estavam caracterizadas na condição de força de trabalho potencial. No trimestre anterior, esse total era de 698.000 pessoas. Por conseguinte, houve um crescimento de cerca de 26,6%. No Brasil, esse crescimento foi de 63,1%: eram 8,303 milhões no 1º trimestre de 2020 e, no segundo semestre, esse número pulou para 13,542 milhões.

No Maranhão, do total de 883 mil pessoas na condição de força de trabalho potencial, cerca de 655 mil estavam caracterizadas na situação de desalentadas, isto é, não procuraram trabalho porque, de alguma forma, perderam a esperança de encontrar uma oportunidade, embora, se aparecesse essa oportunidade, estariam disponíveis. Entre o 1º trimestre de 2020 e o trimestre seguinte, houve um aumento de cerca de 14,5% no contingente de desalentados no Maranhão.

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