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AstraZeneca inicia fase final de teste da vacina contra a Covid-19

Os testes serão feitos nos Estados Unidos e no Reino Unido e são esperados resultados preliminares já no próximo mês

Foto: Reprodução

A AstraZeneca, empresa que desenvolve a vacina contra a Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, anunciou o início do último estágio (fase 3) dos testes nos Estados Unidos e no Reino Unido. Ao todo serão testados cerca de 30 mil adultos.

A vacina da AstraZeneca, criada por pesquisadores da Universidade de Oxford, é a última entre as que estão em estágio avançado de pesquisa a entrar na fase de testes em humanos. Espera-se obter resultados preliminares já no próximo mês.

O teste foi adiado por vários dias, de acordo com pesquisadores da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que estão ajudando a conduzir a testagem. A universidade é um dos locais onde o estudo está sendo realizado e planeja começar a aplicação em voluntários saudáveis nesta terça-feira (1º), de acordo com William Hartman, anestesiologista da UW Health e pesquisador envolvido no estudo. A empresa planeja aplicar a vacina em 50 pessoas por dia a partir da próxima semana.

Um artigo de 27 de agosto no Palm Beach Post relatou que o teste dos EUA da vacina AstraZeneca foi atrasado por causa de pressão política. Entre as motivações, segundo a publicação, seria porque os reguladores dos EUA planejaram conceder uma autorização de uso de emergência com base no teste na Europa. Já o pesquisador alegou que os atrasos foram por problemas operacionais, mas não especificou quais seriam.

“Houve uma suspensão nas inscrições. Nós realmente não sabemos qual foi o motivo disso. Disseram que não tinha nada a ver com segurança e não tinha nada a ver com EUA, era apenas uma questão operacional”, disse Hartman. Os americanos devem entender que “não há atalhos que foram cortados”, esclareceu o pesquisador. “Vamos prosseguir com o julgamento independentemente de qualquer pressão política”. As pessoas no teste receberão a vacina experimental ou um placebo feito de solução salina.

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, concordou com as preocupações de que a revisão de uma vacina pudesse enfrentar pressão política. “Nas últimas semanas, temos visto um número crescente de perguntas sobre a segurança e disponibilidade de vacinas para combater esta terrível pandemia de covid-19 e quero reiterar meu compromisso de que estamos colocando a ciência e o interesse da sociedade no centro de nosso trabalho”, disse Soriot. “Estamos agindo rapidamente, mas sem cortar atalhos”.

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