Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Bem-estar animal na cadeia produtiva global

Erika Voogd trabalha atualmente como consultora independente especializada em assistência global

Entrevista com a especialista em bem-estar animal, Erika Voogd

Erika é consultora e especialista em bem-estar animal, segurança alimentar, APPCC, garantia de qualidade, sanitização e regulamentação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Foto: Scot Consultoria

Na entrevista dessa semana, Erika Voogd, consultora e especialista em bem-estar animal, segurança alimentar, APPCC, garantia de qualidade, sanitização e regulamentação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com extensa experiência internacional, responsável pelo treinamento da equipe que auditora de frigoríficos e indústrias para produção de hambúrgueres para o McDonald’s em diversos países, inclusive no Brasil, concedeu uma entrevista exclusiva para a Scot Consultoria sobre a importância do bem-estar animal em nível mundial.

Erika Voogd trabalha atualmente como consultora independente especializada em assistência global para a indústria de carnes. Erika foi gerente corporativa de garantia de qualidade da OSI Industries, Inc de 1994 a 2003. De 1983 a 1994, trabalhou em garantia de qualidade, produção e saneamento para a divisão Oscar Mayer Foods da Kraft USA. Possui mestrado em ciência da carne e bacharelado em Ciência Animal pela Universidade de Illinois.

Desde 1999, a Sra. Voogd tem trabalhado em estreita colaboração com a Dra. Temple Grandin e ao McDonald’s durante a implementação das metas de bem-estar animal do Sistema McDonald’s na Ásia, Austrália, América Latina e América do Norte. Ela ajudou a Dra. Grandin durante as sessões de treinamento em manejo e avaliação de gado e plantas avícolas tradicionais e rituais na Ásia, Austrália e América do Norte e do Sul, e também ensinou e avaliou de forma independente o manejo humanitário na Ásia, Canadá, Europa, América Central e América Latina.

As atribuições anteriores incluem treinamento em nome do Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA para preparar carnes e aves estrangeiras para exportação aos Estados Unidos, além de ter trabalhado para o Animal Welfare Institute e Certified Humane (Humane Farm Animal Care) como consultora, auditora e instrutora para auditores de manejo humanitário.

Scot Consultoria: Erika, sabendo que o bem-estar animal hoje é um importante quesito comercial internacional, qual o maior desafio para o avanço das boas práticas de manejo em âmbito mundial?

Erika Voogd: Eu diria que é impossível atender às expectativas de todos para o bem-estar animal (BEA), porque temos expectativas diferentes. O que provavelmente é mais desafiador como produtor e até mesmo como indústria é ser capaz de equilibrar lucratividade, seleção genética, nutrição, práticas de manejo e processamento com o bem-estar animal. Porque, basicamente, se selecionarmos apenas características como crescimento e conversão alimentar, poderemos gerar animais com caraterísticas indesejáveis, como fraqueza nas pernas em frangos, abcessos hepáticos em bovinos em confinamento ou claudicação em bovinos leiteiros. Essas características podem se tornar mais prevalentes quando os animais estão crescendo mais rapidamente.

Outro desafio que ocorreu com a seleção de animais maiores foi a falta de adaptação das fábricas e de seus equipamentos à medida que os animais chegavam mais pesados. Alguns anos atrás, eles processavam animais de corte com 400kg a 450kg e agora esse animal pode chegar a 500kg a 600kg, gerando problemas no processamento dentro do frigorifico. A mesma coisa pode acontecer com plantas avícolas, à medida que selecionamos frangos cada vez maiores. Portanto, é muito importante que as plantas de processamento sejam ajustadas, para evitar problemas com equipamentos mal dimensionados.

Também tivemos que desenvolver atordoadores mais fortes, que penetram mais profundamente, para aumentar o poder e garantir a insensibilidade do gado. Em plantas avícolas, pode haver a necessidade de modificar o tamanho das algemas e do banho de atordoamento para acomodar animais maiores. Os ativistas podem exigir uma mudança no sistema de produção, como utilizar sistemas de produção sem gaiola ou animais livres em campo. No entanto, os consumidores podem não estar na mesma página e podem não estar dispostos a pagar de 2 a 4 vezes mais por essa mudança.

No supermercado local aqui , uma dúzia de ovos de galinhas produzidos em sistema de gaiolas normais é vendida por US$0,69, ovos de galinhas produzidos em sistemas livres são vendidos por US$1,69, ovos produzidos em gaiolas e orgânicos são vendidos por US$3,69, ovos caipiras são vendidos por US$3,99 e a dúzia de ovos orgânicos caipiras é vendida por US$5,79. Nem todo consumidor está disposto a pagar o preço pelo que é considerado um padrão de bem-estar mais alto. E, de fato, muitos consumidores provavelmente nem entendem a diferença. Assim, torna-se um desafio para o produtor e para o processador decidir o que é melhor para o animal, para o negócio e para o consumidor.

Scot Consultoria: Na sua opinião, o produtor de hoje, no Brasil e no mundo, reconhece o bem-estar animal como um investimento ou como custo no sistema de produção de proteína animal?

Erika Voogd: Os melhores criadores e produtores de gado sabem que animais confortáveis produzem melhor carne, leite, ovos etc.  Eu darei um exemplo: muitos anos atrás, eu estava em Wisconsin e conheci um produtor de leite que recebeu a visita de um consultor que quis mostrar a ele como poupar dinheiro e produzir mais, com melhor qualidade. O consultor o disse: “Você deve reduzir o material para acamamento de descanso nos estábulos em 30%.” E, imediatamente, este produtor o indagou: “Por que eu deveria fazer isso? Se minhas vacas não tiverem um ambiente confortável para se deitar, elas terão mastite, irão se sujar, irão se sentir desconfortáveis e produzir menos. Sem chances de poupar dinheiro com cama e acabar ganhando mais em qualidade.” Então, ele não o ouviu e seguiu investindo em um bom programa de bem-estar, com melhorias na área de descanso e conforto para suas vacas descansarem.

Produtores de gado de corte encontram soluções para enriquecer o ambiente. Por exemplo, há muitos confinamentos de gado e pastagens que instalaram uma arranhadora para o gado, pois descobriram que os animais gostam de se escovar e de esfregar as costas. Esses animais irão ficar, literalmente, em fila para usar o arranhador, por ser muito confortável. Esse é um benefício do bem-estar, que não custa muito dinheiro, mas proporciona ao animal, felicidade.

Trabalhei com um produtor de patos que os produzia em celeiros. Eram animais curiosos e que gostam de ter algo para brincar, então, nós pusemos flocos de palha e os penduramos em redes. Os patos puxavam os flocos e o espalhavam. Esse é um enriquecimento ambiental que melhora o ambiente dos patos com algo para brincarem.

Na China, muitos anos atrás, eu estava em um grande confinamento onde eles mantinham os bois em estábulos cobertos. Eles tocavam música clássica e acariciavam o gado para escovar suas costas. Eu ouvi muito sobre produtores de leite que tocam música para acalmar suas vacas.

Um dos maiores benefícios de BEA para gado de corte é, especialmente, a presença de sombra. Isso é muito importante em climas tropicais como no Brasil, pois o gado digere seu alimento quando ele rumina e precisa de sombra e um local confortável para não superaquecer. O estresse calórico cria cortes escuros de carne, que são mais duros e difíceis de cozinhar.

Uma das vantagens das associações de gado, feiras agrícolas e webinares é que podemos compartilhar práticas melhores e ideais, e aprender com cada um, outras maneiras de melhorar o BEA sem aumentos drásticos de custo.

Scot Consultoria: O bem-estar animal pode estar relacionado com segurança alimentar e como ferramenta para minimizar futuras pandemias?

Erika Voogd: Para todas as espécies, uma das coisas importantes é fornecer espaço suficiente durante a produção. Por exemplo, estamos produzindo frangos cada vez maiores, mas talvez não tenhamos ajustado a redução do número de frangos nos aviários e, portanto, temos frangos mais pesados em um espaço menor, o que pode causar problemas de bem-estar. Então, precisamos ter certeza de que estamos fornecendo uma quantidade adequada de espaço.

A recomendação é algo como 30kg/m², ou menos. Para galinhas poedeiras, no começo dos anos 2000, o McDonald’s fez a recomendação de aumentar o espaço nas gaiolas em 50%. Antes disso, elas tinham cerca de meia página de papel de espaço por galinha e, aumentando, elas teriam 3/4 de uma página de papel. Não é uma grande mudança para o animal, mas é uma grande mudança para o produtor, porque estão tendo 50% menos aves por gaiola.

Na Europa, desde então, a maioria das legislações exige gaiolas enriquecidas para galinhas, para terem um poleiro, um dispositivo para arranhar e uma área de nidificação. Portanto, existem aprimoramentos que podem ser feitos para proporcionar conforto às aves caso elas estejam em gaiolas, ou você pode optar por sistemas livres de gaiolas.

Um dos tópicos mais controversos são as grades de gestação para porcas durante a gravidez, que vêm mudando na maioria dos países, saindo de gaiolas de gestação para sistemas de alojamentos coletivos.

Por último, devemos evitar longas distâncias. O Brasil é um país muito grande e, por isso, devemos ter muito cuidado para não transportar animais em grandes quantidades ou em longas distâncias por longos períodos, como mais de oito horas. É provável que tenhamos animais sofrendo e possivelmente morrendo.

Scot Consultoria: Na sua opinião como especialista, quais sistemas de produção ou manejos não deveriam existir?

Erika Voogd: Antes de mais nada, eu não sou médica, eu não sou veterinária, eu sou zootecnista e especialista em manejo humanitário e abate, então eu vejo os animais nos seus últimos dias. Uma das coisas que eu sei, é que populações adensadas podem rapidamente desenvolver e espalhar doenças. Estudos indicam que aumentando a área por animal você pode reduzir a probabilidade de problemas de pés em frangos e claudicação no gado. Nós não podemos deixar de enfatizar a importância da higiene, já vi instalações de poedeiras muito sujas, onde decidiram usar antibióticos em doses extremamente altas, pois a maioria das aves estava doente, ao em vez de limpar as instalações. Isso pode resultar em desenvolvimento de resistência por antibióticos.  É muito mais fácil fazer uma limpeza das instalações e prevenir que outras inúmeras aves fiquem doentes. Normalmente, há uma limpeza geral e as instalações ficam por um tempo, por volta de duas semanas, vazias.

Independente da espécie, quando o animal está estressado por conta de problemas no transporte ou superaquecimento, eles podem trocar patógenos. Nós aprendemos isso com a E. coli O157:H7 e outros organismos produtores de toxinas na carne bovina, além da Salmonella sp., especialmente em gado leiteiro. Então, usando boas práticas de bem-estar, como controle de pragas, espaço adequado, sanidade e um período de descanso entre um lote de animais e outro, providenciando comida, água limpa e um enriquecimento do ambiente, tudo isso pode ajudar a garantir um baixo nível de estresse, que pode minimizar riscos de doenças.

Scot Consultoria: Poderia comentar brevemente sobre os principais passos de uma auditoria de frigoríficos, no quesito bem-estar animal? Qual a diferença para o abate Halal, por exemplo?

Erika Voogd: Em uma planta de frigorífico, as medidas típicas de bem-estar que utilizamos provêm das diretrizes do North American Meat Institute (NAMI), que seria 95% ou 96% dos animais atordoados e insensíveis com um único disparo com uma pistola de dardo cativo. 100% deles devem estar insensíveis (inconscientes) quando estão no caminho para abate. O uso de produtos elétricos deve ser 25% ou menos e as plantas realmente boas podem normalmente trabalhar com 5% a 10% de uso de produtos elétricos.  A queda seria de 1% ou menos. E a vocalização é de 3% se não tiverem um apoio de cabeça e de 5% se tiverem. A vocalização é quando o animal muge com angústia porque tem medo ou sente dor.  Medimos isso em bovinos, mas não em ovinos.

Ao falar do Halal, até há alguns anos, as medidas teriam sido as mesmas, acredito, pelo fato da maior parte do Brasil usar o atordoamento para o gado e o atordoamento para as ovelhas. Recentemente houve uma mudança nas plantas da Arábia Saudita, ao exigirem que os animais para Halal não sejam atordoados. E por essa razão, a medida seria diferente do ponto de vista de que se não houvesse atordoamento, esperaríamos ver o animal perder a consciência dentro de 30 segundos e o nosso objetivo é que 95% dos animais percam a consciência no espaço de 30 segundos após o corte da garganta. Com as ovelhas, normalmente a perda da consciência acontece dentro de 2 a 14 segundos e com bovinos, geralmente entre 13 e 22 segundos, mas o nosso alvo é 30 segundos ou menos após o corte da garganta. Medir esses parâmetros diariamente, de lote para lote e de turno para turno, quando os operadores mudam, ajuda a saber quando está ficando melhor e quando está ficando pior.

Algumas plantas Halal para carne bovina e ovina utilizam atordoamento elétrico. Há um método neozelandês que utiliza uma placa nasal. E se isso for realizado, então 99% do atordoamento deverá ser correto com o primeiro atordoamento e todos os animais devem ficar insensíveis (inconscientes) quando são pendurados no carril. Os outros parâmetros seriam os mesmos, 25% de utilização máxima de produtos elétricos e 5% de vocalização máxima.

Queremos assegurar que o atordoamento elétrico não seja ativado antes de tocar o animal, porque caso isso aconteça, o animal sentiria, se moveria, faria um ruído, uma vocalização e, isso chamaria “hot wanding”. E assim, mais uma vez, esperamos que 99% dos animais ficassem atordoados corretamente.

Numa granja, a maior parte das aves é atordoada eletricamente e o objetivo é que 98% das aves fiquem efetivamente atordoadas quando saem do banho de atordoamento elétrico. Depois procuramos que 95% ou mais sejam degoladas corretamente depois de terem passado por um degolador mecânico, fazendo com que todas elas sejam degoladas corretamente antes de entrarem num escaldador, sangradas e completamente insensíveis e mortas, antes de entrarem nos banhos de escaldamento. Se não tiverem um degolador mecânico e forem degoladas à mão, no processo Halal, então obviamente que devem ser degoladas a 100%. Normalmente preferimos que a planta proporcione 90 segundos de tempo de sangramento entre o corte e o processo de escaldadura, onde as penas serão removidas.

Também analisamos vários parâmetros na planta, tais como hematomas ou contusões superiores a três centímetros, esperando 2% ou menos de presença de hematomas.  Um hematoma seria uma indicação de que talvez houvesse contusões durante a captura ou durante o enforcamento. Espera-se que pernas quebradas sejam 1% ou menos, as asas quebradas sejam 2% ou menos e que o número de mortos, durante o transporte até a chegada, seja de 0,5% ou menos. Também podemos medir coisas como lesões nas patas, queimaduras e bolhas no peito como indicações de quão bom o bem-estar era observado na fazenda. Vemos diferenças entre as propriedades rurais.

O processo Halal em avicultura seria semelhante, na medida em que medíssemos o primeiro processo. Se o animal estiver atordoado, queremos ter a certeza de que medimos os mesmos parâmetros, tais como as pernas e as asas quebradas, que indicariam uma manipulação grosseira antes do abate. Queremos ter a certeza de que todas as aves são apanhadas e sangradas corretamente e que estejam insensíveis antes de entrarem no escaldador. O jeito de saber que elas estavam sensíveis quando entraram no escaldador é que não foram cortadas e estavam vermelhas, indicando que não sangraram corretamente e que poderiam estar vivas quando entraram no escaldador. Obviamente, seria importante ter uma certificação Halal para verificar que as leis e parâmetros islâmicos foram cumpridos. Uma empresa como a CDIAL Brasil é um excelente verificador dos requisitos Halal para cada espécie e processo. A maioria das fábricas realiza as suas próprias auditorias internas e têm uma auditoria externa anual e possivelmente auditorias por uma empresa se tiverem representantes corporativos.

Scot Consultoria: A rede de fast-food McDonald’s iniciou em 1999 um programa que revolucionou a indústria norte-americana ao exigir de seus fornecedores a adequação às normas de bem-estar animal. Poderia nos falar um pouco sobre como surgiu o programa e como ele é aplicado no mercado hoje?

Erika Voogd: O McDonald’s não revolucionou apenas os EUA, revolucionou o mundo. Começamos em 1999 e eu tive a sorte de poder trabalhar com a Dra. Temple Grandin nos primeiros dias, para educar pessoas na China, Austrália, Brasil, Canadá e EUA. Nosso primeiro treinamento no Brasil foi em 2000. E foram seis mulheres, eu e outras cinco, que visitaram uma planta de abate de bovinos, suínos e aves. Ainda sou muito amiga de quatro das cinco mulheres.

O McDonald’s colocou em prática a expectativa de que todos os frigoríficos teriam pelo menos uma revisão anual de terceiros e atendessem às diretrizes do AMI (American Meat Institute) e agora do NAMI (North American Meet Institute) para abate de gado, ou às diretrizes do McDonald’s, para abate de aves. Os auditados iniciais foram os fornecedores do McDonald’s (as fábricas que produziram nuggets de frango e hambúrgueres de carne) e, posteriormente, empresas terceirizadas como WQS e NSF foram treinadas para realizar essas auditorias.

Em 2004, a PAACO, a Organização de Certificação de Auditores Profissionais Animais, foi criada aqui nos Estados Unidos para ajudar a padronizar o treinamento para todos os auditores que usam as ferramentas de auditoria. A PAACO também está treinando auditores no Brasil. Portanto, nesse ponto, a maioria dos frigoríficos exige que, se houver uma auditoria de terceiros, o auditor seja treinado e certificado pela PAACO.

Em 1999, Bob Langert foi o vice-presidente de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade do McDonald’s. Ele concluiu recentemente um livro chamado “The Battle to Do Good” com um capítulo inteiro sobre como o bem-estar animal evoluiu no sistema McDonald’s. Um dos pontos mais importantes para o McDonald’s era fazer disso um esforço de parceria. Não estávamos lá para avaliar e ir embora, estávamos lá para ensiná-lo e ajudá-lo a melhorar.

Eu trabalhava para uma empresa chamada OSI Industries, Inc. e na época ela era controladora da Braslo Products, que desde então pertence à Marfrig e à Seara, JBS. Embora o McDonald’s tenha sido o primeiro na onda de auditoria de bem-estar animal, agora é uma prática muito popular e quase um requisito típico para grandes empresas como Burger King, KFC, Walmart e Carrefour.

É por isso que há uma vantagem em ter uma empresa de auditoria terceirizada para revisar seu sistema. Porque em muitos casos, muitos clientes aceitarão uma auditoria de uma empresa de auditoria se ela atender às diretrizes e o auditor tiver uma creditação. Isso evita que você tenha que ter vinte empresas diferentes vindo para auditá-lo sobre o mesmo assunto. Embora a auditoria seja apenas uma parte do processo, ela pode medir seus resultados e correlacioná-los com suas próprias revisões internas para ver se sua planta está sob controle ou precisa de melhorias.

Carregando