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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Vendas no Maranhão aumentaram 5,8 % no mês de agosto

Já são quatro meses consecutivos de elevação no volume de vendas no estado

Vendas no Maranhão aumentaram 5,8 % no mês de agosto (Foto: Divulgação)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira, 8, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), referente ao mês de agosto/2020. A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país.

Comércio Varejista

No mês de agosto de 2020, em comparação com o mês de julho de 2020, com ajuste sazonal, o índice de volume de vendas do comércio varejista no Brasil teve alta de 3,4%, depois de um avanço na ordem de 5,0%, em julho, e 8,8%% no mês de junho. É o quarto mês consecutivo de aumento nessa base de comparação temporal, depois de dois meses de queda: março e abril. Cinco das oito atividades do comércio varejista não ampliado tiveram alta, com destaque para: tecidos, vestuário e calçados (+30,5%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (+10,4%).

O setor de tecidos, vestuário e calçados vem tendo sucessivos aumentos de venda nessa base de comparação temporal, olhando os três últimos meses. Em junho, houve elevação no volume de vendas na ordem de 53,7%, e, em julho, de 27,9%. Em relação aos setores com recuo no volume de venda nessa base de cotejamento no tempo, mês/mês imediatamente anterior, notou-se maior queda no setor de livros/jornais/revistas/papelaria, -24,7%, isso se deu depois de três aumentos nos  três meses anteriores: maio (+30,0%), junho (+61,0 %) e julho (+27,0%).

Atividadesjul/20ago/20
Combustíveis e lubrificantes6,01,3
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo-0,2-2,2
Tecidos, vestuário e calçados27,930,5
Móveis e eletrodomésticos5,24,6
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos7,8-1,2
Livros, jornais, revistas e papelaria27,3-24,7
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação10,81,5
Outros artigos de uso pessoal e doméstico5,910,4

Quando se compara o volume de vendas do mês de agosto de 2020 ao volume de vendas ocorrido em agosto de 2019, sem ajuste sazonal, nota-se aumento no volume de vendas na ordem de 6,1%, depois de um aumento no mês de julho, nessa mesma base de comparação temporal, mês/mês igual do ano anterior, de 5,5%. Os aumentos ocorridos nos três últimos meses fizeram com que o acumulado do ano (base de comparação em que o total de meses para os quais se têm dados divulgados relativos a um ano t seja cotejado com o total de iguais meses do ano t-1, ou ano anterior) venha diminuindo sua taxa negativa quanto ao volume de venda. Em junho/2020, o acumulado do ano estava em -3,2%, em julho, -2,0%, e, em agosto, -0,9%.

No acumulado de 12 meses, findo em agosto de 2020 (setembro de 2019 a agosto de 2020 cotejado com setembro de 2018 a agosto de 2019), a taxa de crescimento no volume de vendas estava em 0,5%.

Em relação ao Maranhão, em agosto de 2020, frente a julho/2020, com ajuste sazonal, o índice de volume de vendas ficou na casa de +5,8%, número esse um pouco maior do que o detectado no mês anterior: +5,1%. Já são quatro meses consecutivos de elevação no volume de vendas no Maranhão, de maio a agosto, depois de três meses de queda: fevereiro (-0,5%), março (-5,5%) e abril (-13,1%). As duas Unidades da Federação (UFs) que apresentaram os maiores aumentos nessa base comparativa temporal no mês de agosto foram AC (+15,6%) e RO (+12,8%). Duas UFs tiveram redução no volume de vendas nessa base de comparação temporal, a saber: RS (-0,2%) e no TO (-2,4%).

Em relação ao índice que compara mês/mesmo mês do ano anterior (agosto de 2020/agosto de 2019), no Maranhão foi detectado avanço no volume de vendas de 23,5%. No mês anterior, julho/2020, houve elevação no volume de vendas de 21,4%. Dentre todas as 27 UFs, o Maranhão teve a terceira melhor performance, sendo superado somente pelo AC (+26,1%) e pelo AP (25,4%). No mês anterior, o Maranhão tinha obtido a segunda melhor performance dentre as 27 UFs, quanto ao índice do volume de vendas nessa base de comparação temporal.

Variação mensal (base: igual mês do ano anterior)
janeiro 20202,6
fevereiro 20202,6
março 2020-5,0
abril 2020-18,4
maio 2020-13,5
junho 202014,4
julho 202021,4
agosto 202023,5

Na base comparativa no ano, isto é, o volume de vendas de janeiro a agosto de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, o Maranhão apresentou uma taxa positiva no volume de vendas, 3,8%. As sucessivas taxas altas na base de comparação temporal mês/mês igual ao ano anterior, vem ocasionando uma melhora constante quando se compara o volume de vendas do ano de 2020 em comparação com o ano de 2019. Observar que o número para Maranhão, +3,8%, tem um resultado bem acima da média Brasil, o qual ainda permanece com taxa negativa, conforme apontado acima: -0,9%. As únicas UFs que têm um resultado nessa base de comparação temporal acima do Maranhão são: PA (+5,9%), AM (+4,7%) e SC (+4,2%). Dezessete UFs apresentaram volume de vendas negativo no ano de 2020 comparado com 2019, mês fechado em agosto. Resultados negativos mais significativos foram detectados nos estados do CE (-10,9%), BA (-7,9%), RO (-7,7%) e SE (-7,6%).

Quanto ao acumulado nos últimos 12 meses (setembro de 2019 a agosto de 2020 cotejado com setembro de 2018 a agosto de 2019), o índice de volume de vendas no Maranhão teve alta de 2,5%, acima da média nacional: +0,5%. No mês findo em julho de 2020, o acumulado dos últimos 12 meses no Maranhão estava em 0,5%.

Das 27 UFs, 11 têm apresentado taxas negativas nessa base de cotejamento temporal, lembrando que até o mês anterior, eram 14. Maiores quedas foram observadas em RO (-7,9%) e CE (-8,4%), enquanto as duas UFs com melhores resultados em relação ao índice temporal que leva em conta o acumulado nos últimos 12 meses foram AM (6,4%) e SC (6,3%).

Comércio Varejista Ampliado

Em nível de Brasil, o comércio varejista ampliado – em que se agregam aos oito tradicionais setores do comércio varejista acima citados os setores de veículos/motos/partes/peças e de material de construção, no cotejamento agosto/2020 com mês imediatamente anterior (julho/2020), com ajuste sazonal – teve seu volume de vendas aumentado na ordem de 4,6%. Foi o quarto aumento consecutivo, embora com taxa menor do que as taxas dos três últimos meses: maio (+15,8%), junho (+11,8%) e julho (+7,1%).

O setor de veículos, motos e peças, nessa base de comparação temporal, mês/mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal, teve, pelo quarto mês consecutivo, elevação no volume de vendas. Desta feita, em agosto/2020, a elevação no volume de vendas foi na ordem de 8,8%, número este menor que o do mês de julho/2020, que foi de 12,3%. O setor de material de construção também teve avanço, embora a uma taxa menor do que o setor de veículos/motos/peças, 3,6%. No mês anterior, houve aumento no volume de vendas na atividade material de construção a uma taxa de 5,9%.

Na comparação com mesmo mês do ano anterior, detectou-se, no Brasil, em agosto de 2020, e isso pelo segundo mês consecutivo, um aumento no volume de vendas do comércio varejista ampliado na ordem de 3,9%. No mês anterior, julho de 2020, comparado com julho de 2019, o volume de vendas tinha sido de 1,6%. O setor de veículos/motos/peças teve queda, nessa base de cotejamento temporal, de 9,8%. Desde março, que tem ocorrido taxa negativa na performance do setor de veículos/motos/peças, observado o índice temporal aqui exposto no parágrafo. O setor de material de construção, por outro lado, pelo terceiro mês, teve elevação na taxa do volume de vendas. Desta feita, agosto/2020, o aumento foi de 24,1%.

O volume de vendas acumulado no ano de 2020 (janeiro/2020 até agosto/2020 comparado com igual período do ano passado), ainda é de retração no comércio varejista ampliado: -5,0%. O setor de veículos/motos/peças, nessa base de cotejamento no tempo, acumulou perda de volume de vendas de cerca de 20,1%, ao passo que o setor de material de construção, pelo segundo mês consecutivo, tem acumulado no ano de 2020 um ganho de 4,9%.

No acumulado nos últimos 12 meses, fechado em agosto de 2020, o indicador volume de vendas do comércio varejista ampliado continua apresentando recuo, quatro meses em sequência, desta feita de 1,7%. Até abril de 2020, esse indicador temporal ainda era positivo, 0,8% e, assim, com taxas positivas, vinha permanecendo desde outubro de 2017. A atividade de veículos/motos/peças, em agosto, continuava apresentando recuo no volume de venda nessa base de comparação temporal: 10,7%. Desde maio que esse indicador de base temporal para o setor de veículos/motos/peças vem apresentando taxa negativa. Quanto ao setor material de construção, pelo terceiro mês em sequência, houve crescimento no volume de vendas no acumulado dos últimos 12 meses, desta feita de 5,1%.

No Maranhão, na comparação agosto/2020 com mês imediatamente anterior (julho/2020), o volume de vendas do comércio varejista ampliado apresentou um aumento no volume de vendas na ordem de 4,7%, taxa essa um pouco menor do que a ocorrida no mês anterior, que foi de 6,3%. Foi o quarto mês consecutivo de aumento. Essas taxas positivas foram antecedidas por dois meses de taxas negativas: em março (-17,1%) e abril (-7,1%).

Nesse indicador de base temporal, a UF com maior taxa de elevação no volume de vendas foi PI (+20,2%), seguida pelo AC (+12,6%). A UF com taxa negativa mais acentuada foi RR (-1,4%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterioragosto de 2020/agosto de 2019, no Maranhão, foi detectada elevação no volume de vendas, 20,0%, terceiro maior número dentre as 27 UFs. Desde junho que vem havendo reversão de taxas negativas detectadas de fevereiro a maio. As duas UFs que apresentaram aumentos no volume de vendas maior que o observado no Maranhão foram: PA (21,4%) e AC (20,7%).

Na base de comparação em que se leva em conta o ano de 2020 (janeiro a agosto com igual período do ano anterior), o volume de vendas acumulado nem cresceu nem diminui no Maranhão: 0,0%. Com esse número, o estado começa a sair de uma trajetória de queda nessa base de comparação temporal. Isso se deu em função dos números positivos alcançados na base de comparação mês/mês igual do ano anterior.

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