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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Três jovens morreram afogados nas praias da capital maranhense nas últimas sete semanas

Na segunda-feira, um garoto de oito anos se afogou na Litorânea

Caio Santos morreu afogado no dia 1º de setembro e João Lucas desapareceu dia 8, não sendo localizado até hoje (Foto: Divulgação)

Ao menos três garotos morreram afogados nas praias de São Luís, de 1º de setembro até essa segunda-feira (12). Entre as vítimas, está Daniel Cartaginês, de oito anos, que se afogou na Praia do Calhau, há dois dias.

De acordo com o coordenador do Batalhão de Bombeiros Marítimos (BBMar), o major Lisboa, havia um casal com seis crianças na praia, três delas na areia e as outras três na água. Dessas três crianças na água, duas delas de 9 e 11 anos conseguiram sair, e a terceira, o Daniel, submergiu.

“Um jovem de 26 anos acabou entrando na água para ajudar no resgate, mas ficou numa situação de risco de afogamento, e uma equipe nossa de guarda-vidas conseguiu fazer o resgate deste jovem. Já a criança submergiu, impossibilitando o resgate dela com vida. Posteriormente – uma hora e meia depois – com ajuda do Centro Tático Aéreo (CTA) nós conseguimos encontrar a vítima, fizemos todas as manobras de ressuscitação, mas infelizmente após entregarmos a criança para o Serviço de Atendimento Móvel Urgente (Samu), o médico constatou o óbito”, informou major Lisboa.

Na Grande Ilha, neste ano, foram quatro mortes por afogamento em praias, dois desaparecimentos, e 33 resgates, segundo dados do Corpo de Bombeiros.

O coordenador do Batalhão de Bombeiros Marítimos disse que é difícil afirmar motivos que levaram à circunstância de segunda-feira. “No ambiente de praia, nós recomendamos que os pais ou responsáveis estejam a uma distância de no máximo um braço das crianças que estão na água. É uma postura preventiva, e que salva vidas”, destacou o major.

O Corpo de Bombeiros informou que mesmo na pandemia de Covid-19, as praias de São Luís recebem número grande de banhistas.

OCORRÊNCIAS

Na tarde do dia 8 de setembro, o adolescente João Lucas, de 15 anos, desapareceu no mar da praia de São Marcos. O jovem estava na companhia de amigos, em uma excursão da igreja. João e outras quatro pessoas acabaram sendo surpreendidos pela força da maré vazante, que levou todos para uma área com buracos e longe da areia.

Três deles saíram do mar, um quarto adolescente precisou ser resgatado pelos salva-vidas e João Lucas acabou afundando na água, e morreu. O corpo dele, até hoje, não foi localizado.

João Lucas era morador do bairro Belira, na região central de São Luís. Na época, o major Lisboa repassou à imprensa que no momento do afogamento de João Lucas, não tinha correnteza forte no mar.

“Estava há 10 minutos de acontecer a baixa-mar. Logo depois da baixa-mar a gente tem um período chamado estofo de maré, que é o momento em que a maré fica inerte. Então, não tinha correnteza forte naquele momento, mas infelizmente João Lucas acabou se distanciando do grupo e submergiu”, informou Lisboa

Ainda em setembro, no dia 1º, um adolescente de 15 anos, identificado como Caio Morais dos Santos, morreu afogado na Praia do Calhau, em São Luís. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), ele desapareceu pela tarde, enquanto tomava banho de mar.

Duas embarcações, além de viaturas foram usadas na operação para o salvamento do adolescente. O corpo de Caio Morais só foi achado à noite, na faixa de areia da praia.

O jovem era morador da Rua Boa Esperança, no bairro do Coroadinho. Na época, amigos de Caio disseram que a vítima saiu para nadar, mas a maré estava muito alta e ele terminou se afogando.

PESCADORES DESAPARECIDOS

Entre os dois desaparecimentos registrados, na orla da Grande São Luís, está o de três pescadores, na cidade de Raposa, no dia 25 de junho, deste ano, após saírem do Porto de Braga com destino ao Farol de Santana, em Humberto de Campos, onde eram acostumados a pescar.

No dia 24 de julho, o Corpo de Bombeiros já não empregava embarcações nas buscas, pois todas as pistas tinham sido checadas pela corporação.

Segundo o major Lisboa, a diminuição gradativa das buscas aquáticas teria concentrado esse tipo de trabalho na Associação de Pescadores da Raposa, havendo um diálogo constante entre Associação e o BBMar. Desta forma, novas buscas aquáticas com equipe do Corpo de Bombeiros somente se existirem informações novas.

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