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Polícia Civil instaura inquérito para apurar o assassinato de duas mulheres na zona rural de São Luís

Existe a possibilidade de que a motivação seja um conflito entre facções, de acordo com a delegada que investiga o caso.

Samires Veras dos Santos foi morta a tiros ao ser alvejada em cima da moto em que se encontrava (Foto: Divulgação)

Duas mulheres morreram e várias pessoas ficaram feridas, na noite de domingo (8), na Vila Cabral Miranda, zona rural de São Luís, após um grupo armado disparar vários tiros na porta de um clube, localizado na Rua Treze de Maio.

Samires Veras dos Santos, de 22 anos, estudante de educação física, foi atingida com pelos menos cinco disparos e morreu em cima da moto em que estava. Conforme familiares relataram à polícia, a jovem deixava o local quando cerca de dez homens chegaram em uma caminhonete Hilux, cor branca, e começaram a atirar.

Maria José do Nascimento Gamboa, de 55 anos, também saía do clube, no momento da ação do grupo. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), mas não resistiu aos ferimentos.

Além das duas vítimas, a Polícia Civil informou que entre sete e dez pessoas ficaram feridas. Duas delas foram identificadas como Jhones Alves dos Santos e José Ribamar Pereira dos Santos Cordeiro que foram, respectivamente, baleados na coxa direita e na panturrilha esquerda.

“Já contabilizamos por volta de sete e dez feridos. Existem algumas pessoas hospitalizadas, e todas serão ouvidas”, explicou o delegado George Marques, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).

Na porta do clube, utilizado por moradores da região para tomar banho de piscina no fim de semana, a perícia encontrou trinta cápsulas de pistolas 380 e de ponto 40. Após o crime, o grupo fugiu e ainda não foi localizado.

SHPP INVESTIGA O CASO

A Polícia Civil, por meio da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), instaurou inquérito para apurar a motivação do crime, identificar e prender os envolvidos. Segundo a delegada Wanda Moura, titular do Departamento de Feminicídio, nenhuma hipótese está descartada.

“Existe a possibilidade de que a motivação seja um conflito entre facções. Sabemos que a área é dominada por facções criminosas e estamos analisando essa possibilidade. As equipes continuam em diligência”, explicou Wanda.

A delegada também ressaltou que por se tratar de morte violenta contra mulheres, também está sendo investigada a possibilidade de feminicídio.

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