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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Volume de vendas no comércio registrou aumento em setembro

A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país.

Comércio contribuiu para o crescimento do PIB no Maranhão (Foto: Divulgação)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nessa quarta-feira (11), a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), referente ao mês de setembro deste ano. A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país. Na comparação com agosto, com ajuste sazonal, o índice de volume de vendas do comércio varejista não ampliado, que inclui oito setores da atividade econômica comercial, no Brasil teve alta de 0,6%. É o quinto mês consecutivo de aumento de vendas, embora num ritmo menor que os quatro últimos meses.

Quando se trata do comércio varejista ampliado, em que se incluem os setores de veículos/motos/parte/ peças e material de construção, o volume de vendas em setembro, no cotejamento com agosto, avançou 1,2%, sendo que o primeiro setor aqui citado teve alta de 5,2% e o segundo, de 2,6%.

Das dez atividades do comércio, varejista não ampliado e varejista ampliado, em apenas três houve recuo nessa base de comparação temporal: tecidos/vestuário/calçados, -2,4%, outros artigos de uso pessoal e doméstico, -0,6%, e hipermercados/ supermercados/produtos alimentares/ bebidas/fumo, -0,4%.

Maiores altas foram observadas nos setores de livros/jornais/revista/papelaria, 8,9%, e veículos/motocicletas/partes/peças, 5,2%.

Quando se compara o volume de vendas do mês de setembro de 2020 ao volume de vendas ocorrido em setembro de 2019, sem ajuste sazonal, nota-se aumento no volume de vendas no comércio varejista não ampliado, na ordem de 7,3%. Nessa base de comparação temporal, tem havido nos últimos quatro meses crescentes aumentos: junho, 0,5%, julho, 5,5%, agosto, 6,2%, e, agora, em setembro, 7,3%.

Observando-se o comércio varejista ampliado, nessa base de comparação temporal (setembro 2020/setembro 2019), o volume de vendas aumentou 7,4%, intensificando o ritmo de crescimento em relação aos meses anteriores: em julho, 1,6%, e agosto, 3,8%.

Nessa base de comparação no tempo, material de construção teve alta de 31,3%, enquanto veículos/ motocicletas/partes/peças ainda patina com números negativos, -1,5%, embora num ritmo menos intenso do que nos meses anteriores, quando a partir de março do corrente ano começou uma curva descendente no volume de vendas.

ACUMULADO

No acumulado do ano (base de comparação em que se compara janeiro a setembro de 2020 com janeiro a setembro de 2019), agora em setembro paralisa-se a curva com taxas negativas, com índice de 0,0% no comércio varejista não ampliado.

Nesse índice de base temporal, dos oito setores investigados do comércio varejista não ampliado, três apresentam números positivos: móveis e eletrodomésticos, 9,4%, artigos farmacêuticos/médicos/ ortopédicos/perfumaria/cosméticos, 6,5%, e hipermercados/supermercados/ produtos alimentícios/bebidas/fumo, 5,5%.

No que diz respeito ao comércio varejista ampliado, esse índice temporal ficou ainda negativo, com taxa de -3,6%. Com série iniciada em maio desse ano, quando a taxa foi de -8,8%, percebem-se constantes recuos nas taxas negativas. Por exemplo, nos três meses anteriores, obteve-se queda nas vendas: -7,7%, em junho, -6,3%, em julho, e -5,0%, em agosto.

O comércio varejista não ampliado, no acumulado de 12 meses encerrados em setembro de 2020, a taxa de crescimento no volume de vendas estava em 0,9%, avançando em relação ao mês anterior, 0,5%.

O comércio varejista ampliado, por sua vez, nessa base temporal de cotejamento, teve seu volume de vendas ainda em queda, -1,4%, embora nos últimos três meses, contando com setembro, tenha apresentado queda no ritmo de suas taxas negativas: em julho, -1,9%, e agosto, -1,7%.

A atividade comercial de veículos/motocicletas/partes/peças teve um recuo no volume de vendas acumulado nos últimos 12 meses na casa de 11,6% e no caso do material de construção, teve volume de vendas aumentado em 7,2%.

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