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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Crie espaços vazios

O fato de não permitirmos esvaziar nossa mente entre um pensamento e o outro, leva a ações impulsivas e, muita das vezes, indevida

Foto: Reprodução

Os transtornos de ansiedade são problemas mentais que ocorrem com maior frequência na população. Um dos motivos é o desrespeito ao ritmo biológico do nosso corpo.

Devido a autocobrança, grandes demandas, excessos, medo de reprovações e outros motivos, o ser humano passou a desrespeitar o ritmo da sua natureza interior.

O fato de não permitirmos esvaziar nossa mente entre um pensamento e o outro, leva a ações impulsivas e, muita das vezes, indevida.

Nossas funções precisam ser respeitadas. Primeiro recebemos a informação, em seguida processamos e, por fim, concluímos e liberamos com uma devolutiva a pessoa que falou sobre uma questão.

Nossos diálogos estão perdendo força e sentido por falta do silêncio, por falta de pausa entre uma colocação e outra, gerando uma verdadeira desordem e causando ruídos na comunicação.

O nosso cérebro é o receptor de todas as nossas sensações tanto internas, do corpo físico, como externas, do meio onde vivemos.

Todos esses estímulos são transformados pelo sistema nervoso, em impulsos elétricos. Estes desencadeiam estímulos químicos, que são armazenados em áreas específicas do cérebro, como a memória, para posteriores assimilação, comparação e resposta a outros estímulos.

O cérebro, na verdade, pode ser comparado a um enorme computador cujos condutores principais são de origem química e elétrica, lembrando que toda eletricidade gera, ao seu redor, magnetismo.

Dessa forma, quando recebemos um estímulo, seja de modo consciente ou inconsciente, formulamos uma resposta por meio do pensamento.

A nossa mente, por meio desses mecanismos de estímulos e respostas, gera energia de característica elétrica, magnética e química.

Pensamento é energia, a qual pode se propagar tanto para dentro como para fora do corpo físico.

E, por não respeitarmos que precisamos do silêncio e das pausas, a ansiedade ganha lugar e a ânsia do ser que fica grande parte do tempo preso no passado e/ou ansioso para o futuro, impede de estar no único lugar que de fato há, o aqui e o agora.

Parar para se ouvir, dar pausas entre uma fala e outra, respeitar o seu tempo e o tempo do outro, é um ato de amor próprio e ao próximo. Crie espaço vazio na sua comunicação. Isso irá permitir a reparação tecidual, descanso mental e melhor elaboração das suas ideias.

Patrícia Rabêlo Bogéa de Matos
Fisioterapeuta
Esp. Microfisioterapia, Leitura Biológica, Terapia Manual, Terapia Crânio Sacral e Psych-k

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