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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

São Luís tem 64 áreas de risco mapeadas, diz Defesa Civil

Cerca de 32 comunidades já foram visitadas pelo órgão, nos últimos dois meses.

Agentes da Defesa Civil colocam lona em encosta, no Residencial Piancó, como medida de prevenção contra deslizamentos (Foto: Gilson Ferreira)

Em pleno início da temporada de fortes chuvas, a Prefeitura de São Luís já esteve em 32 áreas de risco geológico, que deixam a Defesa Civil Municipal em alerta contra enchentes e deslizamentos. Ao todo, são 64 localidades vulneráveis mapeadas pelo órgão. As intervenções já começaram com a colocação de lonas em uma encosta na 2ª Travessa do Residencial Piancó, na região da Vila Embratel.

O agente da Defesa Civil Municipal Marlon Diógenes disse que o mapeamento completo de risco serve de base para o trabalho desenvolvido na cidade. As ações do órgão estão sendo de contenção.

“De novembro de 2020 para cá, já visitamos 32 endereços. As visitam oferecem a prevenção nos locais que costumam ser atingidos em épocas de chuva”, disse Marlon.

Coroadinho e Itaqui-Bacanga são regiões de São Luís em destaque na quantidade de endereços com risco geológico. O agente Marlon informou que primeiro a Defesa Civil faz o mapeamento, depois analisa o estudo elaborado por ela, e na sequência há as intervenções.

No Residencial Piancó, local onde o órgão esteve pela segunda vez nos últimos dois meses, houve, ontem, a cobertura da encosta com lona, cuja função é diminuir o impacto da chuva.

“Fizemos a capina para a colocação dos gravetos que segurarão a lona. Somente aqui nesta via do Piancó, em 2020 colocamos lonas por três vezes”, informou Marlon.

A encosta na qual a Defesa Civil colocou ontem a lona fica localizada no fundo da casa de Gabriel Pereira. O jovem de 19 anos de idade mora há oito no mesmo endereço, com a sua mãe, sua irmã e o seu padrasto. Ele contou que em 2020 houve um deslizamento de terra, mas ninguém ficou ferido e não teve danos materiais.

“A situação aconteceu numa tarde, não lembro o dia. Recentemente, construímos uma estrutura de tijolos, que desvia a água de nossa casa”, informou Gabriel.

Maria Raimunda Sousa, 65, mora na 2ª Travessa do Residencial Piancó há mais de 20 anos. “Sempre houve deslizamentos, mas em todo esse tempo que moro aqui, nunca em grandes proporções. A Defesa Civil sempre coloca lonas, porém, na minha opinião, o ideal seria um muro de arrimo”, opinou.

O quintal da moradora tem apenas um pequeno pedaço de terra com piso de cimento (onde fica o tanque de lavar roupa) e uma barreira de tijolos, que, segundo Maria, evita que a água da chuva e o barro da encosta invadam a residência.

Marlon Diógenes informou que algumas famílias em outrora foram retiradas da localidade, e indenizadas, mas algumas retornaram ou repassaram o imóvel para outras famílias.

Marlon disse que, por enquanto, não haveria nenhuma ação prevista de interdição dos imóveis rentes à encosta do Piancó.

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