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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Três familiares são investigados por morte de menino de 12 anos em São José de Ribamar

Vítima foi encontrada com um tiro na cabeça dentro da própria casa, e o crime, inicialmente, havia sido apontado como suicídio.

João Pedro morreu com tiro de arma de fogo na cabeça (Foto: Divulgação)

O pai, a mãe e o tio são os principais suspeitos da morte de João Pedro Moraes de Lima, de 12 anos, ocorrida dia 13 de outubro do ano passado, no bairro Moropóia, na cidade de São José de Ribamar, segundo a Polícia Civil. O menino foi encontrado com um tiro na cabeça dentro da própria casa, e o crime, inicialmente, havia sido apontado como suicídio.

O perito Jocélio Castro, que trabalhou no caso, explicou que foi eliminada a condição de morte violenta do tipo suicídio. “Primeiro porque a localização da lesão na região superior da cabeça é atípica para quem recorre ao suicídio. Tecnicamente é impossível que ele tenha efetuado o disparo com a mão direita e ele, segundo familiares, era destro. O tiro foi da esquerda para direita”, frisou Castro.

O perito ressaltou a falta de preservação do local onde o corpo foi encontrado, e que a porta do quintal da casa estaria com sinais de arrombamento.

Dias depois da morte do garoto, uma arma foi apresentada pelo tio da vítima, que é capitão reformado da Polícia Militar identificado como Walter Washington Teixeira. Entretanto, o revólver, conforme confronto balístico realizado, não foi o mesmo usado para assassinar João Pedro.

De acordo com o delegado Jader Alves, titular de São José de Ribamar e responsável pela apuração do caso, na semana passada, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências do tio e dos pais visando encontrar a arma do crime, que continua desaparecida.

No imóvel dos pais, no Condomínio Villagio dos Pássaros III, os policiais localizaram, em um dos quartos, munições intactas de calibre 38. O casal foi preso em flagrante e autuado pela posse da munição.

As investigações da morte do garoto continuam para garantir, segundo o delegado Jader Alves, mais provas técnicas e a representar contra os suspeitos pela participação efetiva no homicídio.

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