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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Criptomoedas de privacidade: Você sabe o que elas são?

Ativos podem não ser rastreadas, mas sua utilização tem sido questionada

Foto: Thought Catalog

Nos últimos anos, o crescimento de transações utilizando criptomoedas cresceu significativamente. Por isso, há algumas dúvidas sobre o que são as criptomoedas de privacidade e qual a melhor forma para que elas sejam utilizadas. Em paralelo, esse tipo de atividade tem sido impulsionado pelo desenvolvimento das VPN´s, que ajudam a “encobrir” rastros do usuário na internet.

Para aqueles que querem usar uma criptomoeda realmente anônima, as chamadas “criptomoedas de privacidade”, sem deixar vestígios nos gastos realizados, existem inúmeras opções no mercado, e algumas delas já são bem conhecidas, incluindo Dash, Monero, Zcash e muitas outras.

Esse tipo de criptomoeda engloba os ativos que têm a privacidade como ponto central de seus projetos. Incluem, desde a concepção do ativo, mecanismos que garantem o anonimato das transações e preservam a privacidade do usuário.

Além disso, outro ativo importante dessa modalidade é sua capacidade de reservar valor sem revelar os gastos e receitas de uma conta. Há desafios para garantir isso, mesmo nas moedas mais avançadas atualmente. Essas moedas também são adequadas como reservas de valor, posto que são seguras e guardam valores que podem ser transacionados sem maiores comprometimentos.

Utilizadores de criptomoedas preferem ligações seguras

Estes consumidores também estão utilizando VPN’s (Virtual Private Network) para blindar sua atividade na rede. Uma VPN serve para que sua conexão na internet não possa ser identificada. Desse modo, transações financeiras ou sites visitados dificilmente são rastreados quando se utiliza uma conexão VPN. Diante do crescimento na utilização desse aparelho uma comparação completa entre provedores ExpressVPN e NordVPN pode ajudá-lo a definir qual a melhor opção para a sua navegação na internet.

Para que o cliente possa definir qual é a melhor moeda de privacidade, é preciso considerar qual o objetivo dessa ocasião, o que vai depender também do nível de privacidade (padrão ou opcional) e sua liquidez de negociação – a depender de quanto será investido em criptomoedas.

Criptomoedas de privacidade são legais em grande parte dos países. No entanto, alguns países estão de olho em ilegalidades que podem ser cometidas com esse tipo de transação. São situações que as autoridades financeiras, especialmente em países como EUA e Reino Unido, estão atentas, já que a prática pode encobrir crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.

Por exemplo, autoridades americanas e japonesas analisaram a legislação para banir XMR e ZEC. No Japão, a Agência de Segurança Financeira baniu DASH, XMR e ZEC. Embora isso não torne esses ativos ilegais no país, sua negociação é bem difícil para quem utiliza corretoras locais, que estão na mira das agências reguladoras.

É provável que corretoras possam abrir mão dessas moedas anônimas, dada a atenção negativa que atraem em alguns países. Algumas moedas têm sido desligadas das opções do mercado. Por exemplo, em 2019, as corretoras OKEx Korea e Upbit interromperam a negociação de moedas de privacidade e, em junho, os pares com XMR foram suspensos na Bithumb.

Retirada de criptomoedas de corretoras começou na Ásia

A tendência de deslistagem começou em 2019, quando as corretoras OKEx Korea e Upbit interromperam a negociação de moedas de privacidade e a BitBay deslistou Monero (XMR) em novembro do mesmo ano. Em abril de 2020, moedas como Monero saíram da Huobi Korea e a XMR foram suspensas na Bithumb.

Mas, para quem ainda tem interesse nesse tipo de aquisição, é preciso conhecer o retrospecto de cada moeda e como elas estão no mercado de criptomoedas. Lançada em 2014, a Monero é a principal moeda de privacidade no quesito capitalização de mercado e permite a realização de transações que não são rastreadas, tornam-se privadas e resistentes a análises.
Em paralelo, a privacidade da XMR é impulsionada por transações circulares confidenciais (RCT), que nada mais são do que assinaturas de grupos anônimos espontâneos e ligados por multicamadas e endereços indetectáveis, que em inglês são identificadas pela sigla “stealth addresses”.

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