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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

“É mais uma prova do desespero”, diz irmã de Mariana Costa sobre adiamento do júri popular de Lucas Porto

Carolina Costa, que era casada com o réu, lamentou a manobra da defesa.

O empresário Lucas Porto, quando chegava em audiência de instrução sobre o crime pelo qual ele é acusado (Foto: Gilson Ferreira)

Foi adiado, nessa segunda-feira (22), faltando dois dias para a data inicialmente prevista, o júri popular do empresário Lucas Porto pela morte da publicitária Mariana Costa, de 33 anos, ocorrido em novembro de 2016. Para a irmã da vítima, Carolina Costa, que era casada com o acusado, a ação é mais uma prova do desespero.

“Lamentamos mais uma manobra da defesa, mas sabemos que eles vão tentar de tudo para adiar o júri e, também, sabemos que quem é inocente não pede para adiar. É mais uma prova do desespero”, destacou durante conversa com a reportagem do Jornal Pequeno, na tarde de ontem, 22.

Ainda conforme Carolina, a família segue confiando na Justiça e garante que o adiamento não os entristecerá. “A gente segue confiante. Estaremos todos no júri aguardando por justiça. E que o réu confesso seja condenado por toda barbárie que ele cometeu contra Mariana”.

De acordo com informações do advogado da família de Mariana, Mauro Ferreira, o adiamento ocorreu após um pedido da defesa do Lucas Porto para que fosse realizada uma perícia; e, por não haver tempo suficiente para concluí-la, antes do júri, foi necessário adiar.

“Se já passou mais de quatro anos dos fatos, porque essa perícia não foi requerida antes?”, questionou o advogado, ressaltando que o magistrado agiu corretamente, evitando alegação do cerceamento de defesa.

A nova data para o julgamento do acusado foi definida pelo juiz da ação, José Ribamar Helluy Júnior, para o dia 24 de maio deste ano.

RELEMBRE O CASO

A publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, sobrinha-neta do ex-presidente da República José Sarney, foi achada morta no quarto do apartamento onde morava, no bairro do Turu, em São Luís, no dia 13 de novembro de 2016. Conforme a Polícia Civil, ela foi vítima de estupro e asfixiada até a morte.

O cunhado Lucas Porto figurou desde o começo das investigações como principal suspeito do crime. Câmeras de segurança do condomínio o flagraram deixando o imóvel pelas escadas bastante nervoso. Inicialmente ele negou, mas depois acabou confessando e alegando ter sido motivado por uma forte atração que sentia por Mariana.

O acusado, indiciado por estupro e feminicídio, segue custodiado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde o dia seguinte ao crime, quando foi preso em flagrante.

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