Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Universidade de Oxford estuda criar vacina contra Covid-19 em fórmula de pílula ou spray

Segundo pesquisadora que liderou o desenvolvimento do imunizante, novas abordagens poderiam ser muito boas para o combate ao vírus.

Um dos benefícios da vacina em comprimido é não precisar usar agulhas e seringas para administrar o imunizante (Foto: Pixabay)

A equipe da Universidade de Oxford que criou a vacina contra a Covid-19 — no Brasil, é fabricada pela Fiocruz — iniciou uma pesquisa para descobrir se o imunizante poderia ser tomado em forma de pílula. Este avanço poderia tornar os programas de imunização mais rápidos, baratos e difundidos.

De acordo com a professora Sarah Gilbert, principal profissional por trás da criação da vacina desenvolvida em parceria com o laboratório AstraZeneca, um imunizante via spray nasal também poderia ser uma novidade que revolucionaria a corrida por vacinas de “segunda geração”.

Ela explicou que a via intramuscular — meio pelo qual todas as vacinas contra a Covid-19 estão sendo administradas — não é necessariamente a melhor forma de fornecer proteção contra uma infecção por vírus respiratório. E afirma que a intenção da imunização é ativar o sistema imunológico no trato respiratório superior e, em seguida, no trato respiratório inferior, que é onde o vírus está causando a infecção. Gilbert cita que algumas vacinas contra gripe são aplicadas por spray nasal e diz que esta poderia ser uma abordagem “muito boa” para combater o coronavírus no futuro.

— Também é possível considerar a vacinação oral, em que você toma um comprimido que vai lhe dar a imunização, e isso teria muitos benefícios para o lançamento da vacina se você não tivesse que usar agulhas e seringas para as pessoas — afirmou a professora da Universidade de Oxford.

Gilbert disse aos parlamentares britânicos na quarta-feira que sua equipe começou a avaliar as duas abordagens. No entanto, ela afirmou que estas novas vias de aplicação vão demorar para serem desenvolvidas. Informou também que elas precisarão ser testadas quanto à segurança e eficácia, porque as “respostas imunológicas que serão geradas por ambas as abordagens serão um pouco diferentes daquelas que obteremos com uma injeção intramuscular”.

— Mas elas têm vantagens potencialmente grandes, e é aí que vamos concentrar nossa atenção — afirmou.

Qualquer novo produto provavelmente levaria mais de um ano para ficar pronto porque teria que ser desenvolvido e então passar por testes pré-clínicos e clínicos. Os reguladores também teriam que revisá-lo para aprovação.

A pequena empresa britânica de biotecnologia IosBio fez parceria no ano passado com a ImmunityBio, dos Estados Unidos, para desenvolver vacinas orais contra o coronavírus após testes promissores em macacos. Os ensaios clínicos estão em andamento na África do Sul e nos Estados Unidos.

A IosBio estava tentando desenvolver uma vacina oral para o vírus Zika — em parte por meio de financiamento do governo do Reino Unido — antes do início da pandemia no ano passado.

Carregando