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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Morador chama porteira de “macaca” e “chimpanzé”

O momento da injúria racial foi registrado em vídeo e entregue à Polícia Civil

Foto: Reprodução

Um homem, identificado como Vinícius Pereira da Silva, foi filmado xingando a porteira de um edifício localizado no Jardim Goiás, área nobre de Goiânia.

Nas imagens, o morador chama a vítima de “macaca” e “chipanzé.” O caso foi levado à polícia nesta segunda-feira (19). A vítima está sendo auxiliada pela administração do edifício e também pela empresa terceirizada, pela qual ela presta serviços como porteira.

“Eu fiquei com muito medo e decidi gravar para realmente registrar que eu estava sendo ofendida, porque, se eu precisasse provar, eu teria um respaldo. Só consegui filmar no finalzinho, porque ele já estava me xingando bem antes. Foi só no final que eu consegui filmar. Eu estava muito nervosa e não conseguia colocar no vídeo”, conta ela ao portal Metrópoles.

Segundo a porteira, que preferiu não ter a identidade divulgada, a discussão começou porque o morador chegou de carro em frente ao portão da garagem e piscou os faróis, querendo entrar sem se identificar. A funcionária explicou que não poderia abrir para qualquer um que fizesse um sinal e que precisava que o homem se identificasse, o que irritou o morador.

Minutos após ofendê-la pessoalmente e de subir ao apartamento onde mora, ele ligou na portaria e continuou com a discussão. A mulher questiona o motivo de estar sendo ofendida, e ele responde:

“Porque você não presta, desgraça. Você é uma merda, abaixo de zero”. O homem ainda ameaça a porteira dizendo que é policial e que vai descer até ela armado: “Vou meter minha arma na cintura e vou aí resolver”.

Investigação
O delegado Eduardo Carrara mora no mesmo condomínio e, quando soube do problema, foi à portaria para dar assistência à vítima, que estava nervosa e emocionalmente abalada por causa do episódio de agressões verbais. Segundo ele, não é a primeira vez que este morador causa alguma confusão no condomínio.

Quem investiga o caso é o delegado Gil Fonseca Bathaus, responsável pelo 8º Distrito Policial de Goiânia. De acordo com ele, o caso está registrado como ameaça e injúria racial.

“Ouvimos três testemunhas e a vítima. O autor não foi localizado na casa dele, mas deixamos a intimação para ele seja ouvido aqui amanhã. Se ele tivesse sido localizado na hora, ele já teria sido autuado em flagrante porque a pena excede dois anos [de prisão], mas ele havia evadido”, explicou.

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