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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Corpo de maranhense morta nos Estados Unidos será cremado

Crime ocorreu no domingo (18), na Pensilvânia, praticado pelo ex-namorado da vítima.

Débora Brandão foi morta nos Estados Unidos pelo seu ex-namorado, Danilo Sousa)

O corpo da maranhense Débora Evangelista Brandão, de 34 anos, morta a facadas pelo ex-namorado, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, no último domingo (18), será cremado e enviado à cidade de Balsas, onde nasceu e moram seus familiares.

Em contato com o irmão da vítima, Washington Brandão, a reportagem do Jornal Pequeno foi informada que ser cremada era um desejo dela. Além disso, ela teria testado positivo para a Covid-19.

Débora foi assassinada a facadas em uma rua, na cidade de Phoenixville, por Danilo Sousa Cavalcante, também brasileiro, que não aceitava o fim do relacionamento. O crime foi cometido na frente dos filhos da vítima, de sete e três anos. A filha da maranhense, uma criança de apenas sete anos, foi quem pediu socorro e ajudou na localização do suspeito.

O autor foi preso uma hora e meia depois, já no estado da Virgínia. Em depoimento à polícia americana, ele disse que a segurou pelos cabelos e desferiu os golpes de faca, num total de 12.

A vítima trabalhava como diarista e vivia nos Estados Unidos há quase cinco anos, com um casal de filhos. Segundo familiares, ela juntava dinheiro e estava com planos de retornar ao Brasil.

MORTA QUANDO CHEGAVA EM CASA

As investigações revelaram que Débora e os filhos chegavam em casa quando Danilo apareceu, puxou a vítima para o chão pelos cabelos e ameaçou matá-la. Em seguida, ele se posicionou em cima da mulher e a esfaqueou.

Durante a luta, Débora pediu à filha para encontrar ajuda. A criança correu para um vizinho, que ligou para a emergência. Antes de a polícia chegar, o suspeito fugiu para a Virgínia, onde foi preso pela força policial local.

Ele será extraditado de volta para o estado onde ocorreu o crime e acusado de homicídio em primeiro e terceiro graus, além de agressão e outras acusações relacionadas.

O cunhado de Débora, Felipe Bergoli, relatou que as duas crianças estão sob os cuidados dele e da esposa. “Eles pedem pela mãe, mas a gente tenta fazer algo para ocupar a cabeça deles. Tentar desviar o foco”, disse ele.

Deb Ryan, promotora distrital e responsável pelo caso, disse: “Esta é uma tragédia de partir o coração. Duas crianças ficam sem mãe. A dor que essas crianças e todos os entes queridos de Debora estão sofrendo como resultado dessa depravação é horrível. Asseguraremos que o réu seja levado à justiça por esse ato de sangue frio, premeditado e desprezível. A família da vítima tem nossa mais profunda simpatia”.

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