Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Sem trabalhar devido à pandemia da Covid-19, cantor Walfredo Jair enfrenta dificuldades

Conhecido como “Rei do bolero”, o músico, atualmente, conta com a ajuda de outras pessoas para manter sua casa e pagar as contas.

O “Rei do bolero”, Walfredo Jair, atravessa sérias dificuldades devido à pandemia do novo coronavírus e pede ajuda aos milhares de fãs, que possui espalhados pelo Brasil inteiro (Foto: Gilson Ferreira)

O cantor maranhense Walfredo Ribeiro Martins, de 68 anos, conhecido como Walfredo Jair e considerado o “Rei do bolero”, disse estar sem trabalhar há 14 meses, devido à pandemia do novo coronavírus e, com isso, está enfrentando dificuldades financeiras.

“Estou vivendo com a ajuda de amigos, fãs, e da minha família”, declarou Walfredo.

O artista contou ao Jornal Pequeno que os auxílios emergenciais do Poder Público estariam sendo ofertados apenas para cantores de circuito, enquanto ele é cantor de clube.

Walfredo Jair disse que começou a cantar aos 11 anos de idade, na adolescência se tornou cantor profissional, tendo uma carreira de 50 anos. Walfredo é viúvo, tem três filhos, e mora sozinho em uma casa no Beco do Precipício, no bairro do Desterro, em São Luís.

“Minha família é da cidade de Guimarães, meu coração é vianense. Entretanto, eu nasci e me criei nesta casa, onde até hoje moro”, contou Walfredo.

Atualmente, Walfredo Jair disse estar passando uma “barra muito difícil e que precisa de ajuda”, devido à pandemia. E que todas as suas contas estão atrasadas, que perdeu o carro. “Tenho um compadre que me ajuda nas compras para a casa. Eu preciso do meu trabalho. Eu cantava na Choperia Marcelo, aos domingos; e nas sextas, na Asserca – Associação da Caema; aos sábados, eu viajava. Mas com essa pandemia, acabou a minha vida; e não sei quando vai voltar”, desabafou.

O cantor informou que, em abril de 2020, fez uma bateria de exames médicos, e, entre os resultados deles, houve o diagnóstico de úlcera. “Fiz uma endoscopia na época, eu estava com uma úlcera inflamada. Fiz um tratamento de quatro meses, e o ferimento no estômago foi cicatrizado”, disse Walfredo.

Walfredo Jair também foi acometido pelo vitiligo, há três anos. Mas que não o incomoda, somente na coloração da pele. “Quando eu saio de casa, eu me cuido, passo protetor solar; não vou muito à praia”.

DOAÇÕES

Para ajudar o artista, o contato pode ser feito pelo telefone de Walfredo (98) 9 9662- 0432. As doações podem ser em forma de cestas básicas ou em quantias em dinheiro. Para o segundo caso, os dados bancários de Walfredo Jair são: Banco do Brasil, agência 2972-6, conta corrente 7668-6. Banco Bradesco, agência 1037-5, conta corrente 41070-5.

“Qualquer ajuda que vier será bem-vinda. Não passei fome, devido à ajuda de parentes, fãs e amigos”, revelou, emocionado.

CARREIRA

Walfredo disse que canta desde 1963. Ele informou ter lançado três CDs, e viajou por diversos lugares do país levando sua arte. “Já cantei no Chacrinha (programa de auditório com atrações musiciais da televisão Globo, apresentado por José Abelardo Barbosa Medeiros, o Chacrinha).E, de 1971 a 1992 cantei no clube do Grêmio Lítero Recreativo Português”, rememorou Walfredo.

Ele disse que deve à sua mãe, Dona Benedita, a carreira que tem, pois foi ela quem o incentivou a cantar, levando para se apresentar nos shows de auditório, aos 11 anos, aos domingos, a exemplo do Teatro Viriato Corrêa, na antiga Escola Técnica, no Monte Castelo.

Carregando