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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Dupla é presa suspeita de matar parente por disputa patrimonial em Zé Doca

Irmão e cunhado da vítima foram capturados nos estados do Pará e Tocantins.

Polícia Civil informou que Francisco Sales foi morto após a venda de uma fazenda da sua família (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil do Maranhão, por meio do Departamento de Feminicídio da Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), prendeu o irmão e o cunhado do ambientalista Francisco Sales Costa de Sousa, de 60 anos, morto com dois tiros efetuados por trás, que atingiram suas costas e a cabeça. O homicídio aconteceu por volta de 10h de uma quarta-feira, dia 18 de dezembro de 2019. A vítima foi assassinada na sua casa, no povoado Centro do Totó, que pertence ao município de Zé Doca (distante 227 km de São Luís).

Francisco era liderança comunitária, ambientalista, e tinha popularidade na região, tanto que concorreu ao cargo de deputado federal pelo Partido Socialista e Liberal (PSOL), em 2018.

De acordo com a delegada Wanda Moura, o irmão de Francisco estava foragido em Belém (PA). Na capital paraense, o suspeito de assassinato trabalhava como motorista de uma empresa. Já o cunhado da vítima era agricultor na zona rural de Formosa do Araguaia (TO).

A prisão em Belém aconteceu nessa quinta-feira (13). Já a prisão em Formosa do Araguaia, por volta das 17h de quarta-feira (12). “Os dois suspeitos presos ontem estão a caminho da penitenciária de São Luís. Ambos já prestaram depoimentos à polícia. Apesar de ser um homicídio de um homem, o caso veio parar no Departamento de Feminicídio, por meio da SHPP”, informou Wanda Moura.

Segundo a delegada, os responsáveis pela morte de Francisco Sales cometeram o crime por disputa de patrimônio. Wanda disse que, naquela época, uma fazenda da família tinha sido vendida, e que este negócio resultou em uma desavença familiar.

Logo depois do assassinato de Francisco Sales, o PSOL emitiu uma nota de pesar, e nela cogitou que o ambientalista tinha sido vítima de “crime político”, feito por encomenda, pois, segundo o partido, a vítima sofria ameaças de morte por políticos locais, devido à atuação do líder comunitário na defesa de preservação de 300 hectares de mata fechada da Floresta Amazônica, conhecida como Mata São Pedro.

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