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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Unidade de Acolhimento a dependentes químicos realiza evento alusivo ao São João

Toda a decoração foi feita pelos acolhidos, como as pinturas e o boizinho coberto por bordados de miçangas.

Pessoas atendidas pela Unidade de Acolhimento (UA) participaram de evento em alusão às festas juninas (Foto: Gilson Ferreira)

Nessa sexta-feira (25), a Unidade de Acolhimento (UA) a pessoas com dependência química, localizada na Avenida Senador Acher Silva, no bairro da Cohab, em São Luís, realizou um evento recreativo em comemoração ao São João.

A ação contou com várias atividades, como a participação do coral Esperança Viva da UA, além de parcerias com Santiago, que é musicista, compositor e artista maranhense; de Raybi Ferreira, músico e professor da Escola de música do Maranhão, e instrumentista (trombone); mestre da Bateria da Turma da Mangueira; e o Grupo H2J, de músicas populares Brasileira e Maranhense.

“Todos os anos, nos últimos quatro anos, nós realizamos o ‘arraiUAl’, que é o arraial da Unidade de Acolhimento”, informou Dácia Almeida, terapeuta ocupacional.

De acordo com a terapeuta, as atividades terapêuticas ocupacionais durante essa temática junina acontecem todas as sextas voltadas para a condição educativa acerca do protocolo Covid. “A Unidade de Acolhimento é uma instituição da rede de atenção psicossocial coordenada por Daiane Oliveira em parceria com Caps AD, porta de entrada, para triagem, daqueles indivíduos, cujo perfil possam realizar tratamento em Dependência Química sem presença de comorbidades psiquiátricas”, ressatou.

Ontem, durante o evento, Dácia informou que toda a decoração tinha sido feita pelos acolhidos, como as pinturas e o boizinho coberto por bordados de miçangas.

Dácia destacou que a UA é um serviço da rede de atenção psicossocial do Estado do Maranhão, gerenciada pelo Instituto Vida e Saúde (Invisa), em parceria com o Centro de Assistência Psicossocial de Álcool e Drogas (Caps-AD).

Segundo a terapeuta ocupacional, há hoje na UA 14 acolhidos, e a capacidade total são 15. Dácia explicou que os acolhidos precisam ser pessoas dispostas a fazerem o tratamento, elas devem procurar o serviço por livre espontânea vontade.

“Aqui (na UA) temos conduta especificada. Os acolhidos não podem ter comorbidades ou problemas psiquiátricos, o tratamento nesta Unidade de Acolhimento é único e exclusivamente para a dependência química”, destacou Dácia.

Conforme a terapeuta, a UA oferece oficinas de artesanatos, teatro e dança. “A atividade terapêutica ocupacional é de suma importância para reforçar e orientar nas atividades de vida diária, práticas e profissionais. Principalmente, organizando o autoprotagonismo do indivíduo envolvido, frente à sociedade e sua família”, declarou Dácia.

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