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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Suspeito de matar corretor em Teresina, membro do Bonde dos 40 é preso em São Luís

A prisão foi efetuada pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), no bairro Alto do Calhau.

Guilherme de Morais Duarte, mais conhecido como Guigui, foi preso em São Luís (Foto: Divulgação)

Um dos líderes da facção criminosa Bonde dos 40 no Piauí, identificado como Guilherme de Morais Duarte, suspeito de matar o corretor de veículos, Francisco Ismael Rodrigues Soares, com 15 tiros, em dezembro de 2020, na Avenida Barão de Gurguéia, em Teresina, foi preso nessa sexta-feira (02). A prisão foi efetuada pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), no bairro Alto do Calhau, em São Luís.

Guilherme de Morais Duarte, mais conhecido como Guigui, era o único foragido que não havia sido preso na Operação Codinome 40, deflagrada em junho deste ano. À época, a Polícia Civil divulgou a imagem dele com o objetivo de prendê-lo.

O superintendente da Senarc, em São Luis do Maranhão, delegado Breno Galdino, informou que após troca de informações de que o suspeito havia se evadido para a Capital maranhense, os policiais passaram a fazer levantamentos, até localizá-lo em um apartamento. Ele encerraria nessa sexta o contrato de aluguel e já se preparava para fugir para outro endereço ainda incerto.

“Nossa rede de trabalho sempre está monitorando as facções e os policiais estavam em contato com o pessoal do crime organizado, e eles passaram a informação para a gente que esse homem tinha se evadido aqui para São Luís. Então, ficamos monitorando ele e descobrimos que o procurado tinha alugado um apartamento no bairro Alto do Calhau. Pegamos a descrição do veículo que ele estava rodando e montamos campana em frente ao local onde ele estava morando e no momento em que ele chegava no apartamento realizamos a prisão dele por volta de 11h30min. Ele já estava indo encerrar o aluguel, ou seja, ele iria mudar de lugar de novo”, explicou o delegado.

O suspeito estava portando documento falso, que era utilizado na tentativa de burlar qualquer fiscalização que pudesse chegar até ele, tendo em vista que ele tinha conhecimento que estava sendo procurado pela Polícia Civil do Estado do Piauí. “O suspeito estava vivendo uma vida normal e utilizando documento falso”, acrescentou o superintendente.

Operação Codinome 40

Após o assassinato do corretor, ocorrido em 02 de dezembro de 2020, os policiais do DHPP se debruçaram nas investigações que logo apontaram as participações de várias pessoas, que tinham ligação com a facção criminosa denominada Bonde dos 40, do qual a vítima fazia parte e tinha peça fundamental, que era lavar o dinheiro proveniente do grupo.

Durante os levantamentos, que contaram com o apoio maciço do GAECO, foi possível identificar, pelos menos nos últimos três meses anteriores a sua morte, que o corretor Francisco Ismael movimentou cerca de R$ 2 milhões, o que chamou atenção dos investigadores.

Com a Operação Codinome 40, os policiais conseguiram chegar até os alvos: sete foram presos, sendo que, além de Guilherme, quatro deles tiveram participação direta na execução.

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