Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Deputado defende revacinação de profissionais da saúde que tomaram Coronavac no Maranhão

Parlamentar afirmou que alguns políticos fizeram exames após receberem as duas doses, e não acusaram a presença de anticorpos.

Ministério da Saúde avalia terceira dose para pessoas que tomaram a CoronaVac (Foto: Divulgação)

O deputado César Pires (PV) foi à tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão dessa quarta-feira (7), demonstrar preocupação com a ocorrência de óbitos de pessoas vacinadas com a Coronavac. O parlamentar defendeu a revacinação dos profissionais de saúde que estão na linha de frente no atendimento a pacientes acometidos pela Covid-19 no Maranhão.

“E, se for possível, que esses profissionais tomem outro tipo de vacina para reforçar sua imunização e evitar mais mortes”, enfatizou.

Citando três amigos vítimas da Covid-19 que faleceram mesmo tendo tomado as duas doses, César Pires disse que ouviu infectologistas, virologistas, epidemiologistas antes de sair em defesa da revacinação dos profissionais de saúde.

“Citei três casos, mas poderia citar muito mais, de pessoas que conheço que tomaram a Coronavac. É claro que devemos também considerar que essa foi a primeira vacina utilizada, à mercê das suas limitações e da ansiedade das pessoas”, declarou ele.

Exames

César Pires disse, ainda, que pessoas de alto vulto da política maranhense e ex-prefeitos fizeram exames após receberem as duas doses da Coronavac, os quais não acusaram a presença de anticorpos. “Os amigos falecidos mesmo já imunizados e esses sobre os quais tive conhecimento de que não apresentaram anticorpos após serem vacinados têm mais de 70 anos de idade. Logo, devemos questionar a eficácia da vacina para essa faixa etária. É uma questão grave que precisa ser avaliada”, frisou.

Mesmo questionando a eficácia da Coronavac para os mais idosos e defendendo a revacinação dos profissionais de saúde que receberam essa vacina, o deputado conclamou a população a buscar imunização e tomar as duas doses, como única forma de enfrentar o coronavírus.

“O governador Flávio Dino disse que mais de 100 mil pessoas no Maranhão não foram tomar a segunda dose, o que é gravíssimo. Não temos a intenção de causar alarde com o nosso questionamento, mas defender que os profissionais de saúde tenham reforçada a sua imunização para que possam continuar prestando assistência à população”, salientou.

Em seguida, o deputado Yglésio Moisés (PROS) disse ficar feliz com o pronunciamento de César Pires, pois reforça o seu posicionamento em defesa da revacinação para os que tomaram a Coronavac. “Essa discussão ganha corpo com a adesão de pessoas qualificadas, como o deputado César Pires. É uma questão muito séria que precisa ser debatida”, concluiu.

CoronaVac teve 86% de efetividade contra mortes por Covid no Chile, aponta estudo

Um estudo publicado nesta quarta-feira (7) na revista científica “New England Journal of Medicine” aponta que a vacina CoronaVac teve efetividade de 86% na prevenção de mortes provocadas pela Covid-19 no Chile.

As principais conclusões do estudo apontam:

  • Prevenção de casos de Covid-19 – 65,9%
  • Prevenção de hospitalizações – 87,5%
  • Prevenção de internação em UTI – 90,3%
  • Prevenção de mortes por Covid-19 – 86,3%

O estudo analisa os resultados da campanha de imunização entre 2 de fevereiro (data de início da campanha para o público geral) até 1º de maio, envolvendo um grupo de 10,2 milhões de chilenos.

No país são aplicadas as vacinas Pfizer, CoronaVac, CanSino e AstraZeneca, sendo que a CoronaVac é a que teve o maior número de doses aplicadas no país – 17,2 das cerca de 22 milhões até o fim do primeiro semestre. Em seguida aparecem a vacina da Pfizer (4,3 milhões), da AstraZeneca (355 mil) e da CanSino (296 mil).

A epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin, Denise Garret, avalia que o resultado é uma “boa nova”. “Ótima proteção para doença grave. Não espere para se vacinar. Vacinas funcionam! Vacinas salvam vidas!”, comentou Denise em seu perfil no Twitter.

“Para resumir, mais uma vacina que funciona bem, especialmente contra a forma grave da doença”, definiu o Eric Topol, chefe do Scripps Research Translational Institute.

A CoronaVac está em uso no Brasil e em outros países pelo mundo. No começo de junho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou o uso emergencial da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

Carregando