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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Polícia Civil investiga morte de namorada de cabo da PM em Coroatá

A versão do policial é refutada por familiares da vítima, que relataram sobre agressões dele contra a jovem.

Carol foi atingida com tiro no peito (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a morte da jovem Carolina Silva, de 18 anos, atingida com um tiro no tórax, na madrugada de segunda-feira (5), no bairro Mocó, na cidade de Coroatá. A vítima, de 18 anos, era namorada do cabo da Polícia Militar, identificado como Gilgleidson Pereira Melo, que disse à polícia que o homicídio ocorreu durante uma tentativa de assalto na casa na qual os dois moravam.

A versão do policial sobre o caso, que tem tido grande repercussão na cidade, é refutada por familiares da vítima, que relataram sobre agressões dele contra a jovem.

Em depoimento na delegacia, o militar afirmou que estava bebendo com amigos e Carolina o ligou dizendo que havia pessoas batendo na porta do imóvel. Quando chegou ao local, ele disse ter sido recebido com disparos de arma de fogo, viu apenas dois vultos e revidou aos tiros. A vítima estaria dentro da casa e um dos tiros teria transfixado pela janela.

Segundo o delegado Benedito Júnior, da Delegacia Regional de Codó, onde o caso está sendo investigado, o cabo negou ter sido o autor do crime, que não teve discussão e o relacionamento estava bem.

“A princípio, ela foi atingida por um disparo, semelhante a pistola. Estamos aguardando para saber se partiu da arma dele ou dos supostos elementos que estariam lá. O exame de comparação balística é que vai saber precisar isso”, explicou durante entrevista ao Programa do Pacheco, ressaltando que duas armas foram apreendidas com ele, sendo uma delas pertencente à corporação.

O inquérito, que apura o caso, tem o prazo de 30 dias para ser concluído. Uma equipe do departamento de Feminicídio de São Luís foi designada para auxiliar nas investigações. “Estamos juntando todos esses elementos de informação para saber se ele teve participação ou não. Quando terminarmos de ouvir o pessoal, receber o exame da perícia e continuar realizando diligências, vamos ter um substrato mínimo para poder requerer ao judiciário eventuais medidas cautelares”, esclareceu o delegado

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