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Resgatada no Bairro de Fátima, em São Luís, idosa em condições de extrema vulnerabilidade

A residência não possui nenhum móvel ou eletrodoméstico e estava tomada por lixo, fezes, vegetação e até animais peçonhentos.

A residência não possui nenhum móvel ou eletrodoméstico e estava tomada por lixo, fezes, vegetação e até animais peçonhentos (Foto: Divulgação)

A Defensoria Pública do Estado e outros órgãos que compõem a rede protetiva do idoso em São Luís realizaram o resgate de mais uma pessoa idosa em condições de extrema vulnerabilidade, nessa sexta-feira (24), no Bairro de Fátima, em São Luís. Este foi o quinto resgate de pessoa idosa realizado neste ano na capital maranhense.

A idosa que tem 66 anos e possui baixa visão foi encontrada sozinha em sua residência, onde vive com um sobrinho, que, de acordo com a denúncia recebida,  é usuário de drogas.

A residência não possui nenhum móvel ou eletrodoméstico e estava tomada por lixo, fezes, vegetação e até animais peçonhentos. No local, não havia energia elétrica e a única água disponível era a água da torneira do banheiro, que se encontrava em condições insalubres. Além do abandono e da negligência, há a suspeita de que a idosa seja vítima de violência sexual e de violência patrimonial, tendo em vista que ela é aposentada.

A mulher foi resgatada do imóvel com o suporte do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada para o Hospital Nina Rodrigues para avaliação médica e logo após será conduzida para a Casa de Acolhimento Temporário. Além do resgate da idosa, a rede protetiva garantiu a higienização do imóvel com o apoio do Comitê Gestor de Limpeza Urbana de São Luís.

De acordo com a coordenadora do Centro Integrado de Atenção e Prevenção à Violência contra o Idoso, Isabel Lopizic, a mulher deverá permanecer na casa de acolhimento até que sejam regularizados os vínculos familiares com parentes que possam assumir seus cuidados. Caso não seja possível reintegrá-la ao convívio familiar, ela deverá ser encaminhada a uma instituição de longa permanência de idosos (ILPI).

Segundo o defensor público do Idoso, Vinicius Goulart, o trabalho em rede foi fundamental para garantir o resgate da vítima e a devida adoção de providências. “Assim como em outras ações, hoje pudemos contar com muitos atores, como enfermeiros, bombeiros, a delegada do Idoso, os profissionais de limpeza e demais presentes. Todos unidos, exercendo suas atribuições, permitiram que essa idosa fosse retirada dessa situação de extrema vulnerabilidade e possa ter sua dignidade de volta”, pontuou.

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