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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Madre de Deus lamenta a morte de Betinho, símbolo da cultura local

Nascido no próprio bairro, foi vaqueiro do Boi da Madre Deus e membro da diretoria da Turma do Quinto.

Madre Deus sentiu a morte de Betinho (Foto: Divulgação)

Foi sepultado, na manhã dessa quinta-feira, 29, no Cemitério do Gavião, em São Luís, o corpo de Jocelebe da Conceição Nogueira (o popular Betinho ou Seu Beto), falecido, aos 81 anos, após lutar, nos últimos meses, contra um câncer de próstata, que lhe ocasionou a falência múltipla dos órgãos.

Seu féretro saiu da sua residência, onde aconteceu o velório, na Travessa Boa Vista, na Madre de Deus, acompanhado de familiares e de muitos brincantes e dirigentes de manifestações culturais do bairro, como: Gersinho Silva (compositor e diretor de carnaval da Escola de Samba Turma do Quinto); Bosco Lafaiete (compositor e presidente do Bloco Carnavalesco Ritmistas da Madre Deus); Jorge Coutinho (presidente do Bloco Cobras nas Estrelas e do Conselho Cultural da Madre Deus); Raimundo Penha/ Seu Doca (pandeireiro e diretor do Boi da Madre Deus); folionas do Corso Carnavalesco da Terceira Idade (que Betinho ajudou a criar, no Conselho Cultural da Madre Deus), entre outros.

Betinho nasceu no próprio bairro, na Rua São José, e foi vaqueiro do Boi da Madre Deus, quando o batalhão, após dez anos de licença cassada pela Polícia Civil, proibido de vadiar e louvar São João, retornou, em junho de 1963, com a cantoria dos amos (considerados na Ilha) Mané Onça e Sabiá (este sucedido, em 1964, por Wanderley Pena, Vavá, o Poeta da Ilha).

Betinho dirigiu o Boi da Madre Deus, depois da Era dos legendários Tabaco (Hermenegildo Tibúrcio da Silva), Alfredo Louzeiro e Ornilo Muniz. Foi ainda uma voz muito ouvida na diretoria da Turma do Quinto, em vitoriosos carnavais, nas décadas de 1980 e 1990.

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