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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Empresário entra na justiça para tomar 3ª dose de outro imunizante

O empresário foi imunizado há seis meses com a CoronaVac

Foto: Reprodução

A justiça negou o pedido do empresário Jandir Milan que exigia ser imunizado com uma terceira dose da vacina contra a Covid-19, alegando que as duas anteriores não criaram anticorpos suficientes.

O empresário foi incluído no grupo de prioritário da vacinação contra a Covid-19, há seis meses, por ter comorbidades. Com isso, o empresário foi imunizado com as duas doses da Coronavac. Na ação, ele pede a imunização com a terceira dose de uma farmacêutica diferente da Coronavac e da Astrazeneca.

“O pedido veio embasado em comprovações científicas, especialmente, em três exames realizados por laboratórios de primeira linha, em oportunidades diferentes, que provaram que não houve imunização e que o autor não possui anticorpos neutralizantes. O que se busca é a plena efetividade do Plano Nacional de Imunização”, afirmou o advogado do empresário.

O juiz considerou, na decisão, que milhares de pessoas ainda não receberam a 1ª e 2ª dose e que não há comprovação científica da necessidade da terceira dose.

“A questão posta pelo autor não deve ter prosseguimento na Justiça, eis que inexiste: omissão do poder público; recomendação científica para realização de sorologia visando avaliar a resposta imunológica ; evidência científica sobre a eficácia da 3 ª dose da vacina. Em um país em que apenas 18,65% da população se encontra totalmente vacinada, com mais de 100 milhões de pessoas aguardando a oportunidade de se protegerem, é inaceitável a pretensão do autor para, sem evidência científica, atender a interesse meramente individual”, destacou o magistrado.

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