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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Acusado de matar médico em Imperatriz deve ser processado por homicídio

Adonias Sadda é o único suspeito de atirar contra Bruno Calaça, morto em uma festa, na madrugada do dia 26 de julho, em Imperatriz.

O soldado Adonias Sadda deverá ser processado por homicídio duplamente qualificado (Foto: Divulgação)

Ao Jornal Pequeno, o delegado Praxísteles Martins, titular da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Imperatriz, informou que o policial militar Adonias Sadda deverá ser processado por homicídio duplamente qualificado. Adonias é o único suspeito de atirar contra o médico Bruno Calaça, morto em uma festa, na madrugada do dia 26 de julho, em Imperatriz.

“O resultado do exame de corpo de delito ajudou a desconstituir a tese da defesa, que argumentou ter ocorrido disparo acidental. O policial está sendo investigado e deverá ser processado por homicídio duplamente qualificado”, declarou Praxísteles Martins.

Leia mais: PM suspeito de matar médico durante festa é preso em Imperatriz

O laudo do exame de corpo de delito feito em Adonias Sadda, na sexta-feira (30), desmente o depoimento prestado pelo policial militar à Polícia Civil. De acordo com a Delegacia de Homicídios de Imperatriz, o policial alegou que o médico Bruno Calaça o teria ferido com um chute antes de ser atingido com o tiro, na tentativa de desarmá-lo e ocasionado o disparo acidental.

A conclusão da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) é que o ferimento no corpo do policial Adonias Sadda não corresponde à agressão que ele, em depoimento, alegou ter sofrido do médico, que teria resultado no disparo da arma com um tiro fatal, mas acidental, na versão apresentada.

“Ele apresentou pra gente uma lesão no antebraço direito e essa lesão ele argumentava que era proveniente de um chute que a vítima deu contra ele, para desarmá-lo, que causou o disparo, foi quando a arma estava prestes a cair e ele segurou com mais força, e ela disparou. O laudo buscou esclarecer se essa lesão tinha correspondência temporal e com o tipo de agressão”, relatou Praxísteles Martins à imprensa.

O CASO

Uma festa realizada na madrugada de segunda-feira, 26 de julho, na Avenida Beira-Rio, em Imperatriz, terminou com um médico recém-formado assassinado com um tiro.

Informações iniciais apontam que Bruno Calaça Barbosa, de 24 anos, estava na festa quando ocorreu uma discussão entre ele e uma terceira pessoa, ainda não identificada. Testemunhas afirmam que nesse momento o policial militar Adonias Sadda teria disparado e atingido a vítima.

Após o crime, segundo relatos de testemunhas, o PM entrou no próprio carro e fugiu em rumo ignorado.

A Polícia Militar se deslocou até o local para investigar o caso, e trabalha com imagens das câmeras de segurança do estabelecimento para esclarecer o caso.

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