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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Réu é condenado após executar homem em São Luís

O crime aconteceu no dia 1º de outubro de 2019, na Vila Cafeteira.

(Foto: Ilustração)

Ricardo Nunes Marques, réu pelo assassinato de Matheus Soares, foi condenado a 19 anos de prisão. O juiz Carlos Roberto de Paula, titular da 2ª Vara de Paço do Lumiar, termo judiciário da Comarca da Ilha, presidiu a sessão do Tribunal do Júri na unidade judicial.

O promotor de Justiça Franck Teles de Araújo  requereu a condenação do acusado, pela prática do crime de homicídio qualificado, com a incidência da agravante do recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A defesa, representada pelo advogado Ítalo Gustavo Leite, requereu a absolvição do réu, por negativa de autoria, e, alternativamente, por insuficiência de provas.

Na sala secreta, após leitura e explicação dos quesitos, conforme termo de votação que consta na própria ata, os jurados, por maioria de votos, reconheceram a materialidade e a autoria, bem como a incidência da qualificadora, negando a absolvição do réu. Ricardo Nunes deverá cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado.

O CASO 

O crime aconteceu no dia 1º de outubro de 2019, quando Ricardo Nunes, em companhia de Derick Costa, assassinou Matheus Soares, com quatro tiros. O caso ocorreu na Quadra Poliesportiva da Vila Cafeteira.

Segundo o inquérito, no dia do crime, Ricardo estava dirigindo um veículo S10 e teria colidido com um carro da CEMAR. Algumas pessoas se aproximaram para ver o acidente, entre as quais a vítima Matheus Lima.

Nesse instante, Ricardo e Matheus discutiram sobre o acidente, tendo o denunciado perguntado à vítima se ela não tinha medo de morrer.

Pela tarde, numa invasão próxima à Vila Cafeteira, Ricardo tentou matar Matheus, que conseguiu correr em direção a uma aglomeração de pessoas e escapou. Na parte da noite, quando a vítima estava próxima à quadra de esportes, foi localizada por Derick, enteado de Ricardo. Momentos depois, o acusado chegou e, segundo testemunhas, disparou quatro vezes contra a vítima. Em seguida, fugiu na garupa de uma motocicleta pilotada por Derick.

Conforme informações da polícia, os dois indivíduos seriam integrantes de uma facção criminosa. Derick Costa não foi pronunciado a júri.

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