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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Moradores reclamam da falta de infraestrutura e de ônibus no Residencial Tiradentes

Comunidade sofre com grande quantidade de buracos nas ruas, a falta de sarjeta, e poucos coletivos para atender à população.

O líder comunitário Evandro Silva mostrou alguns pontos críticos do bairro (Foto: Gilson Ferreira)

SÃO LUÍS – Representadas pela Associação dos Moradores do Residencial Tiradentes, bairro localizado na região da Cidade Olímpica, as pessoas que residem nessa comunidade reclamam da falta de infraestrutura no local. Elas se queixam da falta de sarjetas nas ruas Evandro Silva, Oito e Nove; poucos ônibus coletivos rodando pelo residencial, buracos, e a falta de manutenção da iluminação pública.

De acordo com o presidente da Associação dos Moradores do Residencial Tiradentes, Evandro Silva da Conceição, de 47 anos, na Rua Nove, há quatro meses, a Prefeitura de São Luís colocou piçarra por cima de uma camada asfáltica antiga, para tapar os buracos. “Mas, com pouco tempo, o chão começou a se abrir novamente, e nesta rua já há um buraco enorme. Era para terem tirado o asfalto, tinham que ter feito uma raspagem, depois colocariam a piçarra, e a cobririam com novo asfalto”, informou Evandro.

O morador afirmou que o engenheiro que acompanhou a colocação da piçarra na Rua Nove se chamaria Augusto Prazeres, com quem Evandro disse estar mantendo constante contato, a fim de que os serviços sejam concluídos.

Outra informação repassada pelo presidente da associação é a inexistência de sarjetas, que são escoadouros para as águas das chuvas, ou provenientes de residências. “As sarjetas beiram o meio-fio das ruas e calçadas. Sem essa estrutura de concreto, a água passa por cima do asfalto, que fica frágil, quebra e se formam os buracos”, frisou Evandro Silva, que disse ser o fundador do Residencial Tiradentes; segundo ele, o bairro existe há 12 anos.

Evandro mostrou alguns pontos problemáticos do residencial, devido à falta de sarjeta. A maioria deles está em esquinas de ruas perpendiculares à Rua Evandro Silva, que é a principal via do bairro. O fundador do residencial afirmou que a construção de sarjetas estava inserida no projeto municipal “São Luís em Obras”, mas que mesmo assim, as estruturas de concreto não foram construídas.

“Inclusive, há locais onde não há sarjeta que a Associação constantemente coloca pedras, como forma de tapar buracos, e, desta forma, contribuir para que os ônibus coletivos trafeguem”, enfatizou Evandro.

APENAS TRÊS ÔNIBUS

A linha de transporte público no Residencial Tiradentes significa o trajeto entre o bairro e o Terminal de Integração do São Cristóvão. Evandro disse que existiam cinco ônibus coletivos que faziam exclusivamente este trecho, atendendo a comunidade, porém, com a pandemia de Covid-19, o número de veículos caiu para dois.

“Nós ‘brigamos’, ‘brigamos’, aí a Prefeitura de São Luís colou mais um, tendo atualmente três ônibus. Estes coletivos atendem, também, os residenciais Eco Tajaçoaba e São Jerônimo, construídos por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida”, informou Evandro.

ILUMINAÇÃO PÚBLICA

Evandro Conceição também informou que há vários postes de iluminação pública sem lâmpadas, por todo o bairro.

OUTRO LADO

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informou que executou, recentemente, serviços de recuperação asfáltica na via da rota de ônibus, com o objetivo de melhorar a trafegabilidade do transporte urbano, e que enviará uma equipe técnica às ruas citadas na reportagem para realizar um levantamento das necessidades para, posteriormente, desenvolver um projeto a fim de resolver os problemas de competência do Município.

O trabalho inclui a vistoria na iluminação pública do local, onde técnicos irão fazer o levantamento dos postes com necessidade de recolocação de lâmpadas, serviço que deverá ser executado no prazo máximo de dez dias.

Em relação ao quantitativo de ônibus que atendem o Residencial Tiradentes, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que, devido à pandemia e a consequente redução do número de passageiros, a frota teve de ser readequada à realidade da demanda do bairro.

A pasta ressaltou, por fim, que o trecho é atendido por outras linhas que auxiliam no suprimento da demanda de usuários.

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